Fruto amargo da austeridade
Para o PCP, os mais recentes dados sobre a evolução da economia portuguesa confirmam que «as sucessivas medidas de austeridade impostas ao povo português só significam mais recessão para o País».
«Ganha actualidade e urgência a rejeição do pacto de agressão»
Reagindo à divulgação pelo INE das estimativas da evolução do PIB no ano passado, o Partido nota uma queda de 1,5 por cento, com o último trimestre a ser mesmo o pior de 2011, verificando-se um recuo «em termos reais para valores inferiores aos do 4.º trimestre de 2005».
No segundo trimestre do ano passado, o afundamento percentual do PIB só é comparável aos valores registados em 1996, salienta ainda o PCP em nota divulgada pelo seu Gabinete de Imprensa.
Os resultados do PIB no 4.º trimestre, aduz o Partido, resultam de um «significativo agravamento do contributo negativo da chamada Procura Interna», particularmente «do Consumo das Famílias e do Investimento», facto que «não surpreende, atendendo à retracção dos salários e das reformas, dos cortes nos apoios sociais, do aumento da carga fiscal directa (IRS e sobretaxa extraordinária) e indirecta (IVA), do aumento dos transportes e da energia eléctrica».
«Todos estes elementos confirmam aquilo para o qual o PCP tem vindo a alertar», afirma-se ainda. «As sucessivas medidas de austeridade impostas só significam mais recessão para o País, mais exploração dos trabalhadores, mais dificuldades e pobreza para o povo», por isso, ganha maior actualidade e urgência a «exigência de rejeição do pacto de agressão».
«Uma exigência que tendo tido uma inequívoca expressão na poderosa jornada do último sábado, no Terreiro do Paço, tem agora de prosseguir na luta em cada empresa e em cada localidade, e que no próximo dia 29 de Fevereiro, nas acções convocadas pela CGTP-IN, terá um novo momento para se afirmar».