Em defesa da Cultura
Os subscritores do Manifesto «Em Defesa da Cultura» realizaram, no dia 3, em Évora, uma sessão pública, na Associação Povo Alentejano, de apresentação dos seus objectivos e de criação de um Movimento Nacional em Defesa da Cultura». Nesta iniciativa, associações, criadores, produtores, fruidores de Évora e de outras cidades da região, como Beja e Portalegre, contestaram os cortes impostos pelo actual Governo à Cultura.
Entre muitos outros subscritores do Manifesto, a sessão contou com a participação de Pedro Penilo, artista plástico, Manuel Gusmão, poeta e escritor, Helena Serôdio, professora do ensino superior e crítica de teatro, Helena Zuber, economista e gestora cultural, e José Russo, actor e encenador, que criticaram a discriminação do Alentejo levada a cabo pelos sucessivos governos, assim como, em termos locais, a política da actual gestão da Câmara Municipal de Évora, «pelo ataque que tem vindo a fazer ao movimento associativo do concelho, colocando muitas associações, produtores e criadores numa situação de agonia, entre muitas razões, por não honrar, desde 2009, o pagamento dos compromissos financeiros que assumiu».
«Esta postura da Câmara Municipal, por afinidade política, antecipou, em Évora, as imposições e os ataques que hoje se vivem devido à intervenção da troika e do Governo actual que, no caso da Direcção Geral da Artes, impôs um corte de mais 38 por cento ao que estava contratualizado com as estruturas ligadas às artes», referem os homens e mulheres ligados à cultura.