Acção de protesto

No dia 8 de Fevereiro, os estudantes de Psicologia, Ciências da Educação e Educação Básica da Universidade de Évora realizaram uma acção de protesto contra os elevados preços praticados no bar do seu Pólo Universitário (Colégio Pedro da Fonseca), desde que este foi privatizado, e em defesa de um bar público, com preços justos e acessíveis. Neste dia, os alunos não consumiram no bar durante todo o dia, realizando à sua porta um piquete de descontentamento, com recolha de apoios num abaixo-assinado.

«Há mais de um ano que o bar do Colégio Pedro da Fonseca (CPF) foi privatizado, consequência directa da falta de financiamento do Ensino Superior e das políticas levadas a cabo pelos governos PS, PSD e CDS. O brutal desinvestimento no Ensino Superior leva à asfixia das instituições que se vêem obrigadas a privatizar os seus serviços», afirmam os estudantes de Évora, lembrando que «casos como este acontecem por todo o País», obrigando «os estudantes a tomar medidas imediatas», nomeadamente, «com o aumento significativo dos preços, muitos estudantes viram-se obrigados a levar comida de casa, ou a ficar mesmo sem comer durante o tempo que estiverem na escola por não terem dinheiro para consumir no bar».

Uma refeição, no caso de não haver possibilidade de tirar senha, chega a atingir os cinco euros (prato, sopa e peça de fruta), sendo que as alternativas (sandes, folhados, etc.) são igualmente caras.

Como se isto não fosse suficiente, denunciam os estudantes em nota de imprensa, «o proprietário do bar manifesta indignação quando as pessoas "usufruem do seu espaço" sem consumir, convidando a sair quem não estiver a consumir. No entanto, aquele é o único espaço com condições para comer ou mesmo conviver. Se não for no bar, sobram as salas e as casas de banho.»

Esta é uma «situação inadmissível», referem ainda os alunos, que «não têm recursos económicos para pagar as refeições do bar», que se situa na Zona Industrial, onde as opções não são muitas, nem os preços acessíveis.



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