Cresce a luta nos transportes

No quadro da jornada dos trabalhadores das empresas públicas de transportes, todos os sindicatos da Carris apresentaram anteontem um pré-aviso de greve, de 24 horas, para 2 de Fevereiro. Para dias 20 e 23, foram agendados plenários.

Na CP, na CP Carga e na Refer foi também marcada para dia 2 uma greve de 24 horas.

Também por 24 horas, vão paralisar os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa.

Na Transtejo e na Soflusa, foi decidido realizar greve durante três horas por turno, na mesma data. Nesta última, uma greve de três horas por turno ocorrerá também no dia 30 de Janeiro.

Anteontem, representantes dos trabalhadores dos STCP, no Porto, decidiram igualmente avançar com um pré-aviso de 24 horas.

Os sindicatos contestam o conjunto de medidas anunciadas pelo Governo para o sector. Do relatório final do grupo de trabalho que o Governo encarregou de elaborar o Plano Estratégico de Transportes, a Fectrans/CGTP-IN destaca a eliminação de 300 postos de trabalho, na Carris, e graves reduções da oferta, designadamente:

 - na Carris, supressão de 16 carreiras, supressão de serviço nocturno, em sete, e ao fim-de-semana, em três, o encurtamento de 18 percursos e menor frequência de passagem em 14;

- no Metro, redução da velocidade, circulação com apenas três carruagens na Linha Verde e nos horários fora da hora de ponta, maior intervalo entre circulações e redução para metade do número de composições no troço entre o Colégio Militar e a Amadora, bem como novos períodos de encerramento de mais alguns átrios;

- no transporte fluvial, a supressão da ligação entre Trafaria, Porto Brandão e Belém; redução da ligação ao Seixal e ao Montijo, nas horas de ponta dos dias de semana;  antecipação da última carreira e redução das ligações fora das horas de ponta e ao fim-de-semana, nas ligações a Cacilhas e ao Barreiro; supressão da ligação ao Montijo, fora das horas de ponta e ao fim-de-semana.



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