Hungria volta a negociar com FMI
Uma delegação magiar iniciou ontem, em Washington, um ciclo de reuniões com a direcção do Fundo Monetário Internacional. O objectivo é garantir um novo empréstimo da instituição ao país, entre 12 a 20 mil milhões de euros, cuja dívida soberana foi, nos últimos dias, qualificada de lixo pelas três agências de notação financeira anglo-saxónicas.
O chefe dos «negociadores» húngaros, Tamas Fellegi, partiu para a capital norte-americana depois do primeiro-ministro, Viktor Orban, de direita populista e conservadora, se ter pronunciado num tom mais brando em relação a declarações precedentes sobre a matéria.
Deixando de lado o fluente léxico nacionalista – correspondente a uma política de defesa da burguesia autóctone –, Orban disse, em entrevista a uma agência de notícias do país, que Fellegi «pode aceitar qualquer forma de crédito sem consultar o governo», que «é natural que o FMI pretenda ter conhecimento da política económica da Hungria» e que procure garantir «que o seu crédito seja reembolsado».
Na mesma entrevista, Viktor Orban sublinhou mesmo que «existe um acordo entre a Hungria e a Comissão Europeia sobre o Banco Central» e que «vamos regularizar [a situação] de acordo com os usos e costumes em vigor na UE».
Recorde-se que o Banco Mundial, o FMI, a UE e os EUA teceram duras críticas às medidas do governo húngaro relativas ao Banco Central, as quais visavam influenciar as decisões políticas da instituição.
Nas ruas, o povo e a oposição húngara contestam as alterações que Orban promoveu na Constituição, qualificando-as de ataque à democracia, já que, dizem, limitam a liberdade de imprensa, a independência da justiça e a capacidade fiscalizadora do Tribunal Constitucional, isto para além de retirar a denominação de República ao país.
Em 2008, Orban assumiu o executivo de Budapeste gozando de uma maioria de dois terços no parlamento e após um empréstimo de 20 mil milhões de euros pedido ao FMI.
O chefe dos «negociadores» húngaros, Tamas Fellegi, partiu para a capital norte-americana depois do primeiro-ministro, Viktor Orban, de direita populista e conservadora, se ter pronunciado num tom mais brando em relação a declarações precedentes sobre a matéria.
Deixando de lado o fluente léxico nacionalista – correspondente a uma política de defesa da burguesia autóctone –, Orban disse, em entrevista a uma agência de notícias do país, que Fellegi «pode aceitar qualquer forma de crédito sem consultar o governo», que «é natural que o FMI pretenda ter conhecimento da política económica da Hungria» e que procure garantir «que o seu crédito seja reembolsado».
Na mesma entrevista, Viktor Orban sublinhou mesmo que «existe um acordo entre a Hungria e a Comissão Europeia sobre o Banco Central» e que «vamos regularizar [a situação] de acordo com os usos e costumes em vigor na UE».
Recorde-se que o Banco Mundial, o FMI, a UE e os EUA teceram duras críticas às medidas do governo húngaro relativas ao Banco Central, as quais visavam influenciar as decisões políticas da instituição.
Nas ruas, o povo e a oposição húngara contestam as alterações que Orban promoveu na Constituição, qualificando-as de ataque à democracia, já que, dizem, limitam a liberdade de imprensa, a independência da justiça e a capacidade fiscalizadora do Tribunal Constitucional, isto para além de retirar a denominação de República ao país.
Em 2008, Orban assumiu o executivo de Budapeste gozando de uma maioria de dois terços no parlamento e após um empréstimo de 20 mil milhões de euros pedido ao FMI.