Utentes prejudicados
Em total desrespeito e desprezo pelos compromissos assumidos, o Governo e a Administração da CP alteraram, no dia 11, o modelo de transportes nas Linhas de Sintra, da Azambuja e da Margem Sul, com prejuízos e incómodos para os trabalhadores, utentes e regiões. Uma medida que o Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) contesta, alertando para outras alterações nos restantes tipos de transporte (fluviais, Metro e Carris), como está plasmado no Plano Estratégico dos Transportes.
Face aos perigos que tais medidas representam, o MUSP exorta todas as estruturas de utentes e trabalhadores a manifestar-se contra as referidas alterações.
Também em nota de imprensa, o Movimento de Utentes condenou os aumentos, em alguns casos, de 300 por cento, que o Governo vai aplicar sobre os actuais preços das taxas moderadoras nos centros de Saúde, SAP e nos hospitais, e também nos actos médicos.
No Porto, o Grupo de Utentes dos Transportes Públicos contestou, quinta-feira, os planos para redução da oferta da STCP e a privatização de parte dos serviços. Também a Direcção da Organização Regional do Porto do PCP não aceita estas medidas, que têm como objectivo «transferir o controlo público das empresas de transportes para as mãos do grande capital estrangeiro, em particular alemão e francês».