Faltam duas semanas para dia 24

Greve geral a crescer

No dia 2, a CGTP-IN publicou oficialmente o pré-aviso para a greve geral, a 24 de Novembro. O dia-a-dia da preparação da luta pode ser seguido no sítio Internet da central, onde é mantido um «diário».

O sucesso da greve geral constrói-se dia a dia

As uniões de sindicatos continuam a divulgar, dando seguimento à decisão tomada quando da convocação da greve geral pelo Conselho Nacional da CGTP-IN, iniciativas que, além da paralisação dos trabalhadores, procuram dar impacto público à luta no dia 24.

O plenário distrital da União dos Sindicatos de Aveiro, no dia 2, aprovou a realização de «praças de informação da greve», a partir das 15 horas, em Santa Maria da Feira (junto à Câmara Municipal), São João da Madeira (no centro), Aveiro (na Praça Joaquim Melo Freitas), Águeda (Largo do ZIP) e Ovar (Largo do Tribunal).

Também no dia da greve geral, a União dos Sindicatos de Setúbal irá promover concentrações, às 11 horas, em Setúbal (no Largo da Misericórdia) e, às 15 horas, no Barreiro (Largo Catarina Eufémia), em Alcácer do Sal (Largo Pedro Nunes), em Grândola (Largo das Palmeiras), em Santiago do Cacém (junto à Rodoviária) e em Sines (no Jardim das Descobertas).

Dirigentes, delegados e activistas que participaram, dia 7, na reunião nacional comemorativa do 70.º aniversário da fundação do Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD/CGTP-IN), declararam o compromisso e a total disponibilidade e empenho para aderirem e participarem activamente na greve geral.

Um plenário distrital de dirigentes, delegados e activistas sindicais teve lugar em Bragança, também no dia 7.

Igualmente na mobilização para a greve geral é inserida a sessão marcada para amanhã, na Covilhã, pelo Sindicato Têxtil da Beira Baixa. Na sua sede, a partir das 10 horas, assinala os 70 anos da greve de 1941 e os 30 anos da greve de 1981, marcos na luta dos trabalhadores do sector na região.

 

É para todos

 

O pré-aviso apresentado pela CGTP-IN declara «paralisação total do trabalho» no dia 24 de Novembro, por todos os trabalhadores, sejam ou não sindicalizados, em todas as empresas e serviços, públicos ou privados, seja qual for a natureza jurídica da entidade empregadora, e em todo o território nacional .

Nos objectivos da luta, a central refere:

- contra a política de recessão económica e a austeridade, a exploração e o empobrecimento dos trabalhadores, do povo e do País;

- contra o roubo nos subsídios de Natal e de férias, a redução dos salários e das pensões de reforma;

- contra o aumento brutal do custo de vida e o agravamento dos preços de serviços e bens essenciais;

- contra a discriminação da tributação dos rendimentos do trabalho em relação aos do capital e contra o aumento dos impostos indirectos (IVA);

- contra o ataque à contratação colectiva e a tentativa de eliminação de direitos e garantias constitucionalmente consagrados;

- contra o aumento dos horários de trabalho, os bancos de horas, a redução do valor do trabalho extraordinário e a diminuição dos feriados;

- contra o desemprego e a precariedade, os despedimentos mais fáceis e mais baratos, os cortes no subsídio de desemprego e demais apoios sociais;

- contra as privatizações e a entrega do património público, a preço de saldo, ao capital; pelo reforço do Estado nos sectores e empresas estratégicas, para o desenvolvimento do País;

- contra a corrupção, a fraude e evasão fiscal e a economia paralela;

- pelo crescimento económico, a criação de mais e melhor emprego, o aumento dos salários e das pensões e o reforço das prestações e apoios sociais;

- pelo cumprimento do acordo estabelecido em 2006 sobre o salário mínimo nacional, aplicando de imediato os 500 euros e fixando o valor de 600 euros até 2013;

- pelo investimento e a dinamização do sector produtivo, para criar riqueza, salvaguardar a soberania nacional e reduzir o endividamento;

- pela defesa e melhoria dos serviços públicos e das funções sociais do Estado, nomeadamente na Saúde, na Educação e na Segurança Social;

- pela renegociação da dívida (prazos, juros e montantes) e pelo alargamento do período para a redução do défice.



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