Tsunami fiscal com efeitos demolidores

Mais dificuldades e falências

Faz hoje oito dias, poucas horas antes do anúncio pelo primeiro-ministro das principais medidas que infernizarão ainda mais a vida dos portugueses, na AR, em declaração política, o deputado comunista Agostinho Lopes, antecipando um cenário que infelizmente viria a ter confirmação, alertava, entre outras coisas, para os riscos económicos e sociais do aumento das taxas de IVA.

«Teremos uma nova e brutal punção sobre o poder de compra dos portugueses, com consequências directas sobre um sector, o do comércio retalhista tradicional, que não precisa sequer deste golpe para acabar de desfalecer», preveniu, descortinando, ao mesmo tempo, a «inviabilização económica e financeira de milhares de empresas, incapazes de fazer repercutir a subida do IVA na factura dos consumidores e sem margens para a absorver».

Maiores taxas de IVA e preços de energia significarão ainda um «golpe profundo na competitividade das empresas e sectores», face aos seus principais concorrentes, nomeadamente espanhóis», antevê Agostinho Lopes, que chamou igualmente a atenção para o agravamento da já «imensa injustiça fiscal pelo crescimento da desproporção entre impostos directos e indirectos na fiscalidade portuguesa».

Tudo visto e somado, não são difíceis de adivinhar, pois, as consequências daquilo que para o parlamentar comunista é um verdadeiro «tsunami fiscal»: «Mais falências e dificuldades para milhares de pequenas empresas».

 



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