Tensão extrema na Grécia
Depois das manifestações massivas realizadas, dia 28, nas principais cidades da Grécia, os trabalhadores da função pública e das antigas empresas públicas tinham uma greve nacional, marcada para dia 5, contra os aumentos de impostos, despedimentos e reduções salariais.
A tributação dos baixos salários (357 euros mensais) e das pensões (400 euros mensais), bem como da propriedade imobiliária, com uma taxa por metro quadrado que será cobrada nas facturas da electricidade, são algumas das medidas odiosas aprovadas na semana passada pelo parlamento grego.
No entanto, como salientam os comunistas gregos (29.09), a ofensiva antipopular «não é temporária» e continuará até os trabalhadores serem completamente despojados. A prová-lo estão os novos cortes anunciados, no domingo, 2, pelo governo de Papandreu.
Ainda este ano, Atenas quer eliminar 30 mil postos de trabalho na função pública, visando poupar 300 milhões de euros. Estes trabalhadores passarão a uma «reserva» com direito a 60 por cento do salário até serem recolocados ou simplesmente despedidos. A meta é reduzir os serviços públicos em 30 por cento até 2013, o que implicará a redução de 150 mil trabalhadores. Entretanto, os sindicatos preparam-se para paralisar o país com uma greve geral no dia 19.