Contestação ao rubro no Egipto

Dezenas de milhares de professores do ensino público boicotaram o início do ano escolar no Egipto, cumprindo uma greve que se arrasta desde sábado, dia 18. A luta dos docentes – por um salário mínimo de 200 dólares mensais, o pagamento do bónus de produtividade de 200 por cento prometido pelo governo aos trabalhadores do sector estatal, melhores condições nas escolas e financiamento de projectos educativos, entre outros aspectos – junta-se aos protestos dos estudantes, elevando a pressão sobre o governo.

A greve, acatada por mais de 70 por cento das escolas públicas do país, segundo o Sindicato de Professores Independentes (ITS) citado pela Prensa Latina, desafia ameaças de processos judiciais por violar a lei antigreve aprovada em Março último, um mês após o derrube de Hosni Mubarak.

A contestação de professores e alunos soma-se à de outros sectores sociais que nos últimos dias se mobilizaram para exigir a revogação da polémica lei de emergência vigente no país desde 1981, a mesma que o primeiro-ministro Essam Sharaf admitiu ampliar esta terça-feira. Sharaf apoia a decisão anunciada a semana passada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas de alargar até Junho de 2012 a referida legislação (repudiada durante os 30 anos de regime de Mubarak), a pretexto de proteger a «revolução» de 25 de Janeiro. O Ministério egípcio do Interior afirmou no domingo que estava a tomar medidas para que a lei não afectasse as liberdades fundamentais, mas defendeu ao mesmo tempo que ela se destina a «estabelecer a segurança pública», o que restringe greve e manifestações.



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