Piedad Córdoba
A dirigente da organização «Colombianos pela Paz» foi forçada a exilar-se após repetidas ameaças de morte, revelaram fontes ligadas à ex-senadora eleita pelo Pólo Democrático Alternativo (PDA), citadas pela Telesur e Prensa Latina.
Para o deputado Iván Cepeda, a fuga está relacionada com as investigações envolvendo o antigo presidente Álvaro Uribe com espionagem ilegal, processo no qual Piedad Córdoba é vítima. Já o advogado da activista dos direitos humanos disse à EFE que a sua constituinte foi alertada pelas autoridades para um atentado à sua vida preparado pela extrema-direita.
Luis Guillermo Pérez também não poupou o governo da Colômbia e o actual presidente, Juan Manuel Santos, acusando-o de ser responsável pelo exílio de Córdoba ao remeter-se ao silêncio público face a tais acontecimentos, e, anteriormente, ao não reconhecer à deputada legitimidade para mediar um acordo com as FARC-EP.
Após o exílio temporário de Córdoba, o Washington Post noticiou que Álvaro Uribe violou os directos humanos com a ajuda dos EUA, país que o agraciou com a Medalha da Liberdade, o mais alto galardão concedido pela presidência norte-americana, à época ocupada por George W. Bush.
O diário recorda que os fundos e os meios doados pelos EUA foram usados para epionagem ilegal, e que, apesar de Juan Manuel Santos ser o continuador de Uribe - já que à data dos factos era o seu ministro da Defesa - a administração Obama insiste em qualificar a Colômbia como uma «democracia próspera e exemplar pela sua luta em matéria de segurança».