Preocupações dos sargentos

Image 8256

Dirigentes da Associação Nacional de Sargentos concluíram no dia 4 uma ronda de reuniões com os grupos parlamentares. Num comunicado que divulgou segunda-feira, a ANS realça que foi recebida por todos os grupos, «facto que já há muito não se verificava», e enumera os problemas que colocou aos deputados – e também ao ministro da Defesa, no dia 3.

À cabeça surge o apelo a que seja suspensa a eficácia do DL 296/2009 (sistema retributivo e a transição para tabela remuneratória única). Para a ANS, trata-se de um diploma «ingerível», desde logo pela «impossibilidade de quantificar os custos da sua aplicação». Além disso, traz anexo o eufemismo das «despesas de representação», consideradas «uma manobra política para atribuir a alguns cargos de comando, direcção e chefia das Forças Armadas um aumento efectivo de ordenado, ao nível de alguns cargos cimeiros da Administração Pública».

A ANS insiste na rejeição do tratamento «discriminatório» imposto na Lei do Orçamento do Estado, já que, num quadro generalizado de congelamento de promoções e progressões, deixa de fora alguns cargos cimeiros. A associação voltou a contestar o «relatório» da Inspecção-Geral de Finanças, que veio imputar ilegalidades aos militares, mas não referiu anomalias evidentes nos acertos do complemento de pensão de reforma, nem distorções retributivas que colocam militares mais antigos a ganhar um vencimento inferior a outros com menos anos, no mesmo posto.

 

Encontro

 

A ANS e as associações de Praças e Oficiais convocaram para 22 de Outubro, em Lisboa, um encontro nacional de militares. Desde o encontro de 12 de Maio, na Casa do Alentejo, agravaram-se as condições de vida e faltam respostas para muitos problemas, adianta a ANS, no mesmo comunicado.



Mais artigos de: Trabalhadores

Despedir não cria emprego

O Governo apresenta fundamentos falsos e cínicos para a sua proposta de redução das compensações por cessação do contrato de trabalho – acusa a CGTP-IN, que amanhã promove uma acção em São Bento.

Foram-se as críticas

A nova equipa do Ministério da Educação e Ciência decidiu não evitar o despedimento de milhares de docentes contratados e deixar que milhares de professores do quadro fiquem com «horários zero», acusa a Fenprof.

Hipocrisia e paliativos

O Governo, o PSD e o CDS aumentam a pobreza de milhares de famílias, com graves medidas que tomaram ou apoiaram, e vêm agora «estender a mão» – protesta a CGTP-IN, a propósito do «Plano de Emergência Social».

Reintegrado na <i>Salvador Caetano</i>

Um estofador, que a Caetano Auto Lisboa despediu em 2007, retomou dia 4 o serviço, no Prior Velho, dando assim cumprimento à sentença do Supremo Tribunal de Justiça, que não reconheceu razão ao recurso da empresa e manteve o despacho de há um ano, do Tribunal de Trabalho....

<i>EMEF</i> não deve fechar

Reunidos, dia 3, em plenário, os trabalhadores da EMEF, na Figueira da Foz, repudiaram a decisão do Governo de encerrar as oficinas de reparação de material circulante da linha do Oeste. Numa resolução, aprovada no fim do encontro, os ferroviários consideram haver...