As maiores acções de massas de sempre em Israel

300 mil em todo o país

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Mais de um quarto de mi­lhão de pes­soas pro­testou em Te­la­vive, e pelo menos ou­tras 50 mil fi­zeram o mesmo em di­versas ci­dades do país contra os exor­bi­tantes preços das ha­bi­ta­ções, os pri­vi­lé­gios dos co­lonos nos ter­ri­tó­rios ocu­pados da Pa­les­tina, a de­gra­dação da edu­cação e das con­di­ções de vida das ca­madas la­bo­ri­osas em geral, entre ou­tras rei­vin­di­ca­ções.

As ma­ni­fes­ta­ções de sá­bado à noite foram as mai­ores mo­vi­men­ta­ções de massas de sempre em Is­rael, tendo sur­gido na sequência das ini­ci­a­tivas de­sen­ca­de­adas, há cerca de um mês, pelos jo­vens com baixos sa­lá­rios, pre­cá­rios ou de­sem­pre­gados.

«O povo quer jus­tiça so­cial», «uma ge­ração in­teira exige fu­turo» e «aqui está o Egipto» foram al­gumas das pa­la­vras de ordem ou­vidas na ca­pital is­ra­e­lita, às quais se jun­tavam al­gumas pro­postas con­cretas: cons­trução mas­siva de ha­bi­ta­ções a baixo preço, ta­xação ex­tra­or­di­nária dos fogos de­so­cu­pados obri­gando os pro­pri­e­tá­rios a di­mi­nuir os preços, au­mento do sa­lário mí­nimo e re­visão alar­gada das re­mu­ne­ra­ções, ou ga­rantia da gra­tui­ti­dade da edu­cação em todos os ní­veis.

Re­a­gindo à mo­bi­li­zação do povo, o pri­meiro-mi­nistro, Ben­jamim Na­tanyahu, anun­ciou a cons­ti­tuição de­fi­ni­tiva de uma co­missão, com­posta por mi­nis­tros e aca­dé­micos ne­o­li­be­rais, a qual fi­cará en­car­re­gada de pre­parar um plano de re­formas eco­nó­micas e so­ciais, mas logo no do­mingo al­guns mi­lhares de is­ra­e­litas vol­taram mar­char com car­ri­nhos de bebés em vá­rios cen­tros ur­banos, in­sis­tindo que a de­sig­nação da­quela equipa de es­pe­ci­a­listas não res­ponde às suas rei­vin­di­ca­ções.

A meio da se­mana pas­sada, Ne­tanyahu fez passar no par­la­mento uma lei para ace­lerar a cons­trução de ha­bi­ta­ções, pro­posta que os is­ra­e­litas con­testam lem­brando que as casas pro­jec­tadas são de­ma­si­a­da­mente caras para as suas posses. O pri­meiro-mi­nistro re­cusou ainda re­vogar as normas que per­mitem a ex­plo­ração pri­vada na edu­cação e re­jeitou o re­forço dos fundos des­ti­nados ao en­sino pú­blico, pos­tura que lhe valeu maior re­púdio po­pular, tra­du­zido na du­pli­cação, no es­paço de uma se­mana, do nú­mero de pes­soas que saiu à rua contra a po­lí­tica de di­reita. Re­corde-se que no sá­bado, dia 30, 150 mil is­ra­e­litas já ha­viam pro­tes­tado pelas mesmas ra­zões em 10 ci­dades.

Acresce que, apesar de ter adiado o au­mento do preço da ga­so­lina, o go­verno não se­guiu a mesma po­lí­tica quanto às ta­rifas eléc­tricas, anun­ci­ando, já esta se­gunda-feira, um au­mento de 10 por cento.

Neste con­texto, o nú­mero de acam­pados em Je­ru­salém ou Te­la­vive con­tinua a crescer. Os mé­dicos em greve por me­lhores re­mu­ne­ra­ções ga­nham força e ânimo, e cada vez mais is­ra­e­litas re­voltam-se contra a po­lí­tica que be­ne­ficia so­mente a grande bur­guesia, so­bre­tudo os 16 mul­ti­mi­li­o­ná­rios do país.

Em causa está igual­mente o sis­tema que impõe aos is­ra­e­litas, desde 2008, au­mentos de 55 por cento na aqui­sição de ha­bi­tação pró­pria, 27 por cento no alu­guer de casa e 40 por cento nos gé­neros ali­men­tares bá­sicos.



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