Faltam profissionais na indústria naval
Depois de um declínio de décadas, a indústria naval portuguesa encontra-se descapitalizada e «debate-se com o problema adicional de falta de profissionais qualificados», declarou à Lusa (21.07) o contra-almirante Victor Gonçalves de Brito, que foi presidente do Executivo dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) em 2010.
Assim, «mesmo que ocorresse uma viragem nas perspectivas da procura no mercado, a incapacidade de resposta seria um facto face à referida falta de recursos humanos qualificados e à descapitalização dos estaleiros, que limita a respectiva actualização tecnológica e a inovação».
Em meados dos anos 70, só nos ENVC, a construção e reparação naval empregava mais de 2500 trabalhadores, na LISNAVE mais de 8500 e em Setúbal (SETENAVE) cerca de cinco mil. A estes somavam-se ainda 3400 trabalhadores no Arsenal do Alfeite e cerca de dois mil espalhados por outros estaleiros. Ao todo, o sector dava emprego a cerca de 26 mil pessoas. Hoje restam cerca de mil.