China lança reactor de neutrões rápidos
A China colocou em funcionamento, dia 21, o primeiro reactor de neutrões rápidos, de quarta geração, que permite reduzir substancialmente o consumo de urânio e minimizar a produção de resíduos, informou o Instituto de Energia Atómica chinês (CIAE).
O novo equipamento, com uma potência eléctrica de 20 megawatts, é o resultado de mais de 20 anos de investigação no âmbito do programa «863», indica a mesma fonte.
Segundo noticiou AFP, o reactor experimental foi construído nos arredores de Pequim, com a colaboração da empresa estatal russa OKBM Afrikantov e de três outras entidades russas, OKB Gidopress, Nikiet e o Instituto Kurchatov.
As autoridades chinesas salientam que a tecnologia dos neutrões rápidos apresenta duas vantagens principais: permite elevar de um por cento para 60 por cento a utilização do minério de urânio e reduzir os resíduos através do seu processamento dentro dos reactores.
Deste modo, a quarta geração de reactores utiliza o urânio 238, após ser transformado em plutónio 239 mediante a captura de neutrões rápidos. O 238 é composto por 99,3 por cento de minério de urânio, enquanto o urânio 235, utilizado nos reactores actuais, aproveita apenas 0,7 por cento daquele minério.
Em Janeiro, Pequim anunciou ter dado mais um passo para a sua independência energética ao conseguir reutilizar combustível usado num reactor experimental. A China dispõe de 14 reactores em funcionamento e outros 12 em construção, o que representa cerca de 40 por cento da capacidade instalada em todo o mundo.