Novo CT de Coimbra inaugurado

Melhores condições para organizar e intervir

Num esforço colectivo assinalável, a Organização Regional de Coimbra do PCP inaugurou, sábado, o novo Centro de Trabalho (CT) naquela cidade, infraestrutura que cria condições para «organizar e reforçar o Partido e intervir mais e melhor», como sublinhou na ocasião Jerónimo de Sousa.

«O Centro de Trabalho é uma porta aberta aos trabalhadores e ao povo»

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O primeiro desafio colocado às células comunistas que funcionam no novo CT de Coimbra está já lançado e culmina com as eleições do próximo dia 5 de Junho, referiu ainda o Secretário-geral do PCP, para quem «o esforço colectivo necessário para erguer esta obra é um exemplo claro da marca distintiva dos comunistas no que toca à forma de estar e fazer política».

Justifica-se, por isso, continuou, que a transferência das antigas instalações na Rua da Sofia para um edifício no coração da baixa coimbrã seja divulgado como exemplo do altruísmo e determinação que caracteriza os que batalham por um País e um mundo de progresso e justiça social.

Perante as cerca de duas centenas de militantes e amigos do Partido que apinhavam o pequeno largo a meio da Rua Adelino da Veiga, Jerónimo de Sousa sublinhou igualmente que é necessário, desde já, «tornar este espaço uma porta aberta aos trabalhadores e ao povo», facto que faz da construção do novo CT «uma obra inacabada», pois «falta preenchê-lo com trabalho e militância».

 

«Prova de vitalidade»

 

Antes de intervir o Secretário-geral do PCP, o responsável pela OR Coimbra, Vladimiro Vale, destacou algumas questões que recheiam de significado cada um dos andares do edifício.

«Cabe em primeiro lugar fazer uma referência a todos aqueles, militantes e amigos do Partido que, no seu conjunto, cederam milhares de horas de trabalho voluntário, abdicando do seu lazer e tempos livres para que fosse possível abrirmos as portas.

«Sabemos que todos o fizemos com orgulho, com a noção de que estávamos a acrescentar força, fraternidade e camaradagem a uma construção colectiva, desde o projecto às obras, pinturas, trabalhos de limpeza e arrumação – em todos houve mão-de-obra solidária e militante», disse Vladimiro Vale antes de agradecer «a todos quantos contribuíram», mesmo sabendo que esse agradecimento é desnecessário, pois «nesta construção colectiva que é o PCP», o esforço partilhado «é uma das características que torna o Partido único» e, ao mesmo tempo, faz com que «os que nele participam não terminem em si mesmos, como diz o poeta».

Para aquele membro da Comissão Política do PCP, «a abertura deste novo e moderno centro de trabalho é uma prova de vitalidade do PCP», Partido «ao qual mais de mil vezes decretaram a morte, tantas vezes silenciado, caricaturado, apagado nos órgãos de comunicação social».

«Como é isto possível, perguntarão os que não conhecem a capacidade de resistência deste partido e a abnegação dos militantes comunistas?», acrescentou Vladimiro Vale. «É possível porque os militantes comunistas alicerçam-se num forte e justo ideal», frisou.

 

Força constante

 

Conhecido dos trabalhadores e das populações, dos jovens, dos comerciantes, dos agricultores ou dos reformados do distrito de Coimbra, este Partido encontra-se «profundamente ligado às suas lutas». É assim natural que seja «ao PCP que recorrem», uma vez que, «independentemente de ser ou não período eleitoral, lá está o PCP na sua luta constante».

«Todos ficarão a saber que esta nossa casa é também a sua, e que agora temos melhores condições para desenvolver a nossa actividade e a luta», concluiu o responsável pela OR de Coimbra.

 

Sempre a tempo de contribuir

O Partido da classe operária e de todos os trabalhadores, para cumprir o seu papel, quer manter-se independente do capital e do Estado. Tal garante-se fazendo depender a sua actividade «da capacidade de recolha de receitas próprias, recorrendo à organização do Partido, aos seus amigos e simpatizantes», lembrou Vladimiro Vale.

Em Portugal, foi aprovada uma Lei de Financiamento dos Partidos cujo conteúdo antidemocrático «procura condicionar e uniformizar os partidos, pretendendo que todos sejam à imagem e semelhança daqueles que nos têm desgovernado nos últimos anos», acrescentou, para enfatizar que «o PCP não abdica da sua independência».

Neste contexto, para a construção do novo Centro de Trabalho de Coimbra, a Direcção da Organização Regional decidiu lançar uma campanha de fundos que ainda «necessita da contribuição e empenho de todos», apelou o responsável pela DORC do PCP.

 

Continuar a luta

A inauguração de um novo centro de trabalho do PCP ou a requalificação de uma casa do Partido da classe operária e de todos os trabalhadores é sempre uma vitória. É momento de festa pela resistência e confiança no futuro. Isso era patente nos rostos dos comunistas, democratas e progressistas que marcaram presença na iniciativa e, com satisfação e leveza, subiam as escadas e enfiavam a cabeça em cada uma das salas com cheiro a novidade. Ali é para o Avante!, mesmo ao lado da biblioteca; além e acolá para reunir, mais a outra para a juventude, explicaram-nos.

Era também evidente que muitos dos que ali estiveram na hora de comemorar conservam viva memória dos muitos episódios de combate político contra a exploração capitalista, pelo Socialismo e o Comunismo, organizados no antigo andar da Rua da Sofia.

Mas a verdade é que, por certo, quem luta a vida inteira pela destruição do que é velho e a construção, no seu lugar, de uma sociedade nova, não pode deixar de sentir orgulho de, «no ano em que faz 90 anos, o Partido ter um novo centro de trabalho em Coimbra, moderno e adaptado às necessidades actuais», como salientou Vladimiro Vale.

«Agora trata-se de reforçar o Partido! Ligá-lo à vida e continuar a luta», disse.

 



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