Évora endividada
A dívida da Câmara de Évora atingiu, em 2010, os 70,7 milhões de euros, denunciaram na semana passada os eleitos do PCP, depois de analisar a evolução da gestão PS nos diferentes sectores de actividade da autarquia.
As críticas e preocupações dos comunistas vieram agora confirmar-se
«Algumas críticas e preocupações que levantámos em sede de discussão orçamental vieram agora confirmar-se, conforme se pode constatar pelos números apurados», salientaram, em nota enviada ao Avante!, os comunistas, informando que as receitas arrecadadas pelo município «ficaram muito aquém do esperado», com uma taxa de execução de apenas 60 por cento, ou seja, 48,5 milhões, num orçamento de 81 milhões.
«O efeito das dificuldades sentidas pelas famílias e pelas empresas está claramente reflectido na redução da receita proveniente de impostos directos, como o IMI, o IMT ou mesmo a Derrama, cujo decréscimo foi de 400 mil euros, comparativamente ao ano de 2009», constataram os vereadores do PCP, sublinhando que «a quebra de receita apenas foi compensada pelo aumento no cobrança de taxas e multas».
Em 2010 voltou também a aumentar a dívida a fornecedores e outros credores, situando-se perto dos 39 milhões de euros, e a dívida total da Câmara, que ascende a 70,7 milhões de euros. «Pelo que estes números, mapas e relatórios significam e reflectem, não poderemos senão manifestar a nossa discordância, excluído daqui qualquer crítica ao desempenho dos técnicos envolvidos, quer os funcionários da autarquia, quer os auditores externos», afirmam os comunistas, que condenam «as graves dificuldades de tesouraria que muitas das nossas pequenas empresas atravessam, por incumprimento da autarquia dos compromissos assumidos».