Eleições cantonais francesas

Sarkozy derrotado

O partido do presidente francês caiu para 17 por cento

Num escrutínio marcado por uma forte abstenção (55,68%), os socialistas, de Martine Aubry, foram a força mais votada com 24,94 por cento dos votos, seguindo-se a União Para um Movimento Popular (UMP), com 16,97 por cento, e a Frente Nacional (extrema-direita), agora liderada por Marine Le Pen, que chegou aos 15,06 por cento.

Os partidos da Frente de Esquerda (FG) alcançaram 9,39 por cento dos votos (Partido Comunista, 7,91% e Partido de Esquerda, 1,48%) e os verdes 8,22 por cento.

Dos 2026 cantões onde se realizaram eleições – cerca de metade dos existentes em França – o PS elegeu na primeira volta 130 conselheiros gerais, a UMP 78, a que se somam mais 29 candidatos eleitos da denominada maioria presidencial, o PCF 18, os radicais de esquerda 14, e o Partido de Esquerda um. Foram ainda eleitos outros 70 representantes por outras listas diversas de direita e 47 por listas diversas de esquerda.

A derrocada do partido governante (UMP), claramente sancionado pelo eleitorado, traduziu-se numa forte progressão da extrema-direita (FN) que se prepara para disputar a segunda volta em 394 cantões, dos quais em 204 cantões frente a candidatos socialistas, 89 da UMP e 37 do PCF.

Enquanto comunistas, socialistas e verdes já anunciaram que se unirão para derrotar a extrema-direita, o partido presidencial, pela voz do seu secretário-geral, Jean-François Copé, preferiu recusar o chamado «pacto republicano», afirmando que não fará alianças na segunda volta nem à esquerda nem à sua direita.

A 13 meses das eleições presidenciais, a grande erosão da UMP, evidenciada pelos resultados do sufrágio de domingo, parece estar a favorecer o ascenso da Frente Nacional.



Mais artigos de: Europa

Austeridade agrava crise

Após mais de um ano de odiosas medidas antipopulares, que já provocaram 14 greves gerais, centenas de manifestações e protestos quase diários em diferentes sectores, a Grécia afunda-se na recessão económica e os cofres do Estado estão cada vez mais vazios.

Grande coligação mantém-se

As eleições regionais na Saxónia-Anhalt (Leste da Alemanha), realizadas no domingo, foram mais um sinal de alerta para a União Democrata Cristã, da chanceler Angela Merkel. Depois de há um mês ter perdido o governo da cidade estado de Hamburgo para os sociais-democratas...

Corrupção no Parlamento Europeu

Três deputados do Parlamento Europeu morderam o isco que lhes foi lançado por uma equipa de jornalistas do jornal britânico Sunday Times, concordando em aceitar pagamentos pela introdução de emendas em diplomas legislativos, nos quais o hemiciclo de Estrasburgo tem a última...

Alemanha encerra sete centrais nucleares

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou, dia 15, o encerramento provisório de sete centrais nucleares, todas com mais de 30 anos de funcionamento. Fora de serviço continuará igualmente a unidade de Krummel, suspensa devido a avaria. O governo germânico pretende ainda submeter a uma...

Demissão de Boc, já!

Milhares de romenos aderiram ao protesto realizado dia 16, na Praça da Constituição, frente ao parlamento de Bucareste, para exigir a demissão do governo e a retirada do projecto de revisão do código do trabalho. No dia em que os deputados dos...

Chipre contra acção militar

O presidente do Chipre, Demetris Christofias, manifestou, no domingo, 20, a sua oposição à utilização das bases militares britânicas na ilha para a intervenção militar na Líbia. No entanto, segundo informou a Agência de Notícias do Chipre, as...

Luta e coerência

Esta semana, na sessão plenária do Parlamento Europeu, vamos dar particular destaque a três temas fundamentais da situação actual: as lutas dos trabalhadores, com destaque para a grandiosa manifestação da CGTP, em Lisboa, a invasão da Líbia e a Cimeira...