Protesto de reformados
A Federação das Associações de Reformados do Distrito de Lisboa esteve, quinta-feira, à porta da residência oficial do primeiro-ministro para mostrar a sua indignação pela situação que os reformados estão a viver.
Ali, em São Bento, as dezenas de reformados criticaram o aumento do custo de vida e o estado da saúde, com incomportáveis aumentos de medicamentos, pagamento de transporte para tratamentos e falta de médicos. Para ilustrar a situação, encenaram uma peça, intitulada «A velha e a morte», e mostraram a sua vontade de viver.
Joaquim Augusto Santos, da FARPIL, lembrou que os reformados, pensionistas e idosos fazem parte de uma geração que contribuiu «imenso» para o progresso do País. «Tanto trabalhámos, tantos sacrifícios fizemos para tornar o nosso País mais próspero que não podemos aceitar a forma como o poder central nos está a tratar neste momento», justificou, dando como exemplo as «pensões congeladas», o «aumento do custo de vida», dos «medicamentos mais caros» e dos «maus ajustes» na saúde.
Joaquim Santos alertou ainda para o «drama» que afecta os «filhos», as «noras», os «genros» e os «netos» atingidos pelo desemprego e por situações laborais precárias. «Primeiro eram os pais que sustentavam e ajudavam os filhos, depois eram os filhos que ajudavam os pais, neste momento vive-se na insegurança do desespero e não nos vamos acomodar», frisou.
Penalização injusta
A Confederação Nacional de Reformados Pensionistas e Idosos (MURPI) está contra a penalização, imposta pelo Governo, no seu novo pacote de medidas de austeridade, de dois por cento aos reformados da Administração Pública, uma vez que retira «uma fatia dos seus rendimentos». «Nós, reformados e reformadas, queremos manifestar o nosso repúdio e condenação por mais este atentado contra aqueles que ao longo da sua vida contribuíram para a riqueza do País», acentua a MURPI, que apela aos reformados de todo o País «que expressem o seu protesto e condenação desta política, participando massivamente na grande manifestação nacional de 19 de Março, Dia da Indignação e Protesto».