Alentejanos manifestam-se em Évora
Mais de um milhar de pessoas manifestou-se, anteontem, em Évora, contra o corte das credenciais para o transporte de doentes não urgentes.
Diariamente chegam-nos casos de pessoas desesperadas
O protesto juntou, na Praça do Giraldo, utentes de vários concelhos alentejanos, nomeadamente de Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Mora e Arraiolos, que exigiram a revogação do despacho, assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Óscar Gaspar, em vigor desde o dia 1 de Janeiro, determinando que o acesso ao transporte pago pelo Ministério da Saúde passa a ter que responder obrigatoriamente a dois requisitos: prescrição clínica e insuficiência económica.
«Diariamente chegam-nos casos de pessoas desesperadas que não têm transporte para irem a consultas e tratamentos e muitos já estão a desistir», afirmou, no local, Sílvia Santos, do Movimento de Utentes da Saúde Pública (MUSP), considerando que «dificilmente os mais idosos vão conseguir pagar do próprio bolso o transporte», já que em muitos casos estes auferem baixos rendimentos.
O MUSP pôs entretanto a circular um abaixo-assinado contra o despacho do Governo, que já conta com mais de 15 mil assinaturas, para entregar este mês na Assembleia da República.