Greve defendida em Loures

Os tra­ba­lha­dores do sector de hi­giene ur­bana, e de ou­tras áreas da câ­mara de Loures cum­priram uma greve, entre os dias 1 e 4, contra a eli­mi­nação do sub­sídio de des­lo­cação que re­ce­biam há 28 anos, e cujo valor su­pera os 80 euros men­sais. Esta me­dida afecta cerca de 1500 fun­ci­o­ná­rios.

O Sin­di­cato Na­ci­onal dos Tra­ba­lha­dores da Ad­mi­nis­tração Local re­velou, dia 3, que um con­tin­gente do Corpo de In­ter­venção da PSP voltou a ac­tuar contra os tra­ba­lha­dores, «pro­te­gendo a acção ilegal de uma vi­a­tura que re­co­lhia lixo».

Uma pri­meira in­ter­venção tinha ocor­rido logo na pri­meira ma­dru­gada, contra o pi­quete que im­pedia a saída de vi­a­turas do es­ta­leiro. No dia 3, tra­ba­lha­dores em greve de­ti­veram um ca­mião de uma em­presa pri­vada que fazia re­colha de lixo nas ruas de Odi­velas. Foi cha­mada a PSP, para iden­ti­ficar os res­pon­sá­veis «por este acto ilegal e anti-cons­ti­tu­ci­onal». Mas a Po­lícia agiu «contra os le­sados e pro­tegeu os pre­va­ri­ca­dores», acusou o STAL/​CGTP-IN. Um dia de­pois, o exe­cu­tivo da Câ­mara Mu­ni­cipal de Odi­velas ad­mitiu à Lusa ter re­cor­rido a uma em­presa pri­vada.

A Cé­lula do PCP apelou à so­li­da­ri­e­dade contra esta in­jus­tiça, e eleitos da CDU na Câ­mara e na As­sem­bleia Mu­ni­cipal, e o de­pu­tado co­mu­nista, Ber­nar­dino So­ares mar­caram pre­sença so­li­dária na acção.



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