Comunistas denunciam política sem rumo

Sines caminha para o abismo

A CDU votou contra as Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2011 apresentado pela Câmara de Sines, «uma listagem de intenções de investimento sem quaisquer prioridades».

 

Caminhada para uma situação financeira crítica

Os eleitos do PCP consideram ainda que os valores previsto no Orçamento, de 51 milhões de euros, «não passam de números fantasiosos que não respeitam os princípios legais do rigor e da especialização orçamental», sendo que nos últimos três anos as receitas foram de 21,8 milhões de euros (2008), 31,1 milhões de euros (2009) e 20,9 milhões de euros (até 30 de Novembro).

«Investir mais de oito milhões na Avenida Vasco da Gama, num elevador monstruoso e numa avenida exterior à cidade, onde ninguém reside, e deixar por investir seriamente na requalificação do património municipal que se encontra ao abandono (Palácio Pidwell, Ginásio Clube de Sines, Centro Recreativo Siniense, Mercado Municipal, Salão do povo, etc) e na melhoria da rede de ruas, avenidas e praças de Sines e Porto Covo, é opção que não merece a simpatia da CDU, já para não referir as vergonhosas instalações do Centro de Saúde de Sines que assim irão continuar mais outro ano», lê-se numa nota de imprensa, subscrita por Francisco do Ó Pacheco.

Os comunistas estão também preocupados com o facto de, não existindo poupança corrente e a impossibilidade de mais empréstimos, a autarquia ter de recorrer, como está previsto no Orçamento para 2011, à venda de património (mais de 15 milhões de euros). «Se considerarmos que em 2010 o objectivo era idêntico e que apenas se realizou pouco mais de um milhão de euros de venda de património, podemos concluir que tal objectivo é absolutamente inatingível», salientam, prevendo que 2011 será um ano de «caminhada para uma situação financeira crítica que atingirá trabalhadores, fornecedores, empresários e o bom nome do município».

 



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