Ponte de Lima

«Prendas vazias»

Sandra Margarida Fernandes, eleita da CDU na Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima, na discussão e votação do Plano de Actividades, Orçamento e Mapa de Pessoal para 2011 qualificou os mesmos como «um conjunto de pacotes de boas intenções com prendas vazias para o desenvolvimento económico e social do concelho e para a melhoria das condições de vida da população» e revelou que «o seu arranque ou concretização é condicionado à captação de financiamento no âmbito dos fundos comunitários».

No decurso da sessão, a eleita apresentou várias sugestões e propostas, nomeadamente de criação de emprego e de combate ao desemprego. «O período longo que atravessamos de crise económica, alimentar e ambiental é cada vez mais gravoso para o desenvolvimento das actividades económicas do nosso concelho, fazendo-se sentir no enorme aumento do desemprego que cresce de ano para ano em Ponte de Lima para desespero de grande parte das famílias limianas», disse Sandra Fernandes, lembrando que os sectores de actividade «não podem continuar mergulhados num enorme imobilismo e estagnação».

Sobre o comércio local, destacou a «necessidade» de definir «uma política para a implementação de um projecto em parceria com a Associação Empresarial de Ponte de Lima para recuperação e revitalização» deste sector, «implementando os meios disponíveis ao seu dispor», nomeadamente «a aquisição pelo município a curto-prazo de mini-autocarros, não poluentes, para fazer a ligação entre as várias artérias da vila e a central de camionagem, como um meio importante de apoio e revitalização do comércio tradicional».

Relativamente ao urbanismo, a eleita do PCP denunciou a «degradação» e o «abandono» do parque habitacional do centro histórico e das freguesias do concelho. «O Município de Ponte de Lima deve definir sobre o urbanismo uma estratégica de desenvolvimento que conduza ao planeamento prospectivo, estratégico e preventivo, e a uma gestão urbanística eficaz, para evitar os desregramentos e desequilíbrios», disse, frisando que o planeamento «não pode ser feito ao sabor dos grupos económicos e especulativos que cada vez mais impõem regras ao município».

A CDU apresentou ainda soluções para o «saneamento básico e rede de distribuição de água», «património paisagístico e arquitectónico», «meio ambiente» e «higiene e limpeza».

Sandra Fernandes fez ainda uma proposta aos eleitos das restantes forças políticas, nomeadamente que dotem as juntas de freguesia do concelho com uma maior autonomia e independência.

 



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