Francisco Lopes no distrito do Porto

Derrotar o fatalismo e a política de direita

Francisco Lopes esteve, na passada sexta-feira, no distrito do Porto, em várias acções de campanha, tendo começado o dia em Vila do Conde, onde, às 10 horas da manhã, o aguardava a calorosa recepção de cerca de meia centena de apoiantes, que o acompanharam pelas ruas da cidade numa acção de contacto com a população.

«Está em curso uma grande campanha política e de massas»

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Nas conversas tidas com comerciantes e transeuntes, Francisco Lopes ouviu os lamentos acerca do elevado desemprego que assola o concelho, e a consequente falta de poder de compra. Uma situação idêntica à vivida em muitas outras regiões, mas que ali foi agravada pelo assalto do Governo à SCUT A28. A esta realidade, Francisco Lopes respondia com a afirmação de que existem alternativas às actuais políticas, e que a sua candidatura personifica a ruptura e mudança necessárias, não só para Vila do Conde, mas para o País.

Ao início da tarde, em Matosinhos, o candidato presidencial esteve numa acção de contacto com os trabalhadores da Petrogal acompanhado por dirigentes do sindicato do sector, onde teve oportunidade de falar com trabalhadores da refinaria e de várias empresas que ali se encontram em trabalhos de manutenção.

Foi também aqui que se deu o único (e fugaz) encontro com a comunicação social nacional, que ali foi para, numa «visita de médico», registar o comentário de Francisco Lopes à declaração de Cavaco Silva a propósito dos debates televisivos, tendo ouvido, como não podia deixar de ser, a condenação à tentativa do candidato a novo mandato na mais alta magistratura da nação em furtar-se aos mesmos, preferindo utilizar os meios da Presidência da República para ir adiantando a sua campanha eleitoral.

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Denunciar a política de direita

 

De seguida, em Santo Tirso, Francisco Lopes esteve num encontro com trabalhadores do sector têxtil realizado na Junta de Freguesia de São Martinho do Campo. Na sala cheia de trabalhadores, destacavam-se os ex-trabalhadores da Flor do Campo, uma empresa com cerca de 80 anos que faliu atirando os funcionários para o desemprego.

Terminado o encontro - e o dia de Francisco Lopes ainda ia a meio – a comitiva rumou ao emblemático salão Ático do Coliseu do Porto, onde aguardavam a chegada do candidato cerca de 3 centenas de apoiantes.

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Naquela que foi a maior iniciativa do dia, interveio o mandatário regional da candidatura, João Torres, coordenador da União de Sindicatos do Porto, que aproveitou a ocasião para elencar os vários aspectos que distinguem esta candidatura, patriótica e de esquerda, das demais, reforçando a ideia de que é possível, através de uma grande campanha de massas nas presidenciais, defender os valores de Abril e combater os atropelos aos direitos dos trabalhadores, à liberdade e à democracia.

Numa extensa intervenção, Francisco Lopes denunciou igualmente os efeitos nefastos das políticas de direita no País, responsáveis pelos níveis históricos de desemprego, pela destruição do aparelho produtivo nacional, pela precariedade e, também, pegando na deixa de João Torres, por atitudes antidemocráticas como as que sucederam nos concelhos do Porto e Gaia aquando da Greve Geral, com a remoção de propaganda sindical por parte daquelas câmaras municipais.

No encerramento da sessão de apresentação da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República no Porto, era visível nos presentes a confiança reforçada, alicerçada na necessidade e na possibilidade de uma política patriótica e de esquerda para Portugal.

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Uma candidatura diferente

 

De seguida, Francisco Lopes jantou com cerca de uma centena de apoiantes na Maia, uma iniciativa bem participada e com muito bom ambiente. Pedro Ferreira, em nome da Comissão de Apoiantes, deu as boas-vindas ao candidato e informou os presentes das próximas acções de campanha, passando depois a palavra a Francisco Lopes que fez um forte apelo à mobilização dos presentes para se juntarem ao esforço de campanha.

A última acção do dia ocorreu em São Pedro da Cova, Gondomar, num comício-festa com duas centenas de apoiantes, que contou também com a presença de Daniel Vieira, presidente da Junta de Freguesia e membro da DORP do PCP.

Na sua intervenção, o autarca e dirigente comunista afirmou que Francisco Lopes é o único candidato capaz de assumir uma postura diferente na Presidência da República, uma postura próxima das populações e das suas necessidades, ao contrário do actual Presidente da República, que tendo sido notificado pela Junta de Freguesia de São Pedro da Cova a propósito do crime ambiente cometido aquando do depósito de resíduos perigosos na antiga mina, se limitou a responder que não era um problema da sua competência.

Francisco Lopes interveio para denunciar os compromissos que o Orçamento do Estado tem com os grandes grupos económicos e financeiros nacionais e com o directório da União Europeia que promovem a exploração do País, gerando injustiças atrozes e atirando Portugal para um rumo de declínio.

Findo um dia repleto de iniciativas no distrito do Porto, ficou a clara percepção de uma crescente mobilização e empenho na campanha, visivelmente em crescimento, isto apesar do silenciamento levado a cabo pela comunicação social.



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