Apostar na produção nacional
Para o PCP, as declarações do Ministro das Finanças, admitindo o recurso ao FMI pelo nosso País, constituem, «para lá de uma inadmissível disponibilidade para impor um rude golpe na soberania nacional, uma fuga para a frente» que a concretizar-se «significaria um brutal agravamento de todos os problemas do País, da dependência externa e das condições de vida do nosso povo».
Em nota do Gabinete de Imprensa, difundida no início da semana, os comunistas reafirmam que «a resolução dos problemas nacionais, designadamente o combate ao endividamento externo e à especulação financeira, não passam nem pela entrada do FMI em Portugal (ou pelo recurso ao chamado Fundo de Estabilização Financeira) de má memória para o povo português, nem pela persistência na política de desastre nacional que PS, PSD e CDS-PP têm imposto», expressa «nas gravíssimas medidas que estão em curso com a aplicação dos diferentes Programas de Estabilidade e Crescimento (PEC) e do Orçamento do Estado».
O PCP exige ainda, do Governo, o «combate ao endividamento» e à «especulação financeira» e a ruptura «com o rumo de abdicação nacional», que «garanta uma necessária diversificação das fontes de financiamento do País (no plano exterior e interno)». Reclama, de igual forma, que o Executivo PS «intervenha no seio da UE no sentido da exigência da alteração do papel e dos objectivos do Banco Central Europeu, do fim da circulação de capitais e a taxação das actividades especulativas», a par «de uma política de Estado que defenda e desenvolva a produção nacional reduzindo a profunda dependência externa no nosso País».