Tomar o futuro nas próprias mãos
A Quinta da Atalaia recebeu, uma vez mais, muitos camaradas e amigos para as comemorações do 7 de Novembro. Um almoço-convívio, promovido pela célula do Património do Partido, teve lugar no sábado. Reunidos à volta de um cozido à portuguesa, que foi servido na adega e transbordou para o pátio, onde também as mesas se encheram, os presentes confraternizaram e tiveram oportunidade de ouvir e aplaudir a intervenção de Paulo Raimundo, da Comissão Política do Comité Central.
O dirigente comunista realçou que em 1917 «milhões de seres humanos até ali excluídos tomaram nas suas próprias mãos a construção do seu próprio futuro». Prosseguindo, destacou que o «direito ao trabalho, ao pão, à saúde, à paz, o fim da discriminação entre mulheres e homens, o ensino e a cultura como desígnios revolucionários, a colectivização da terra e nacionalização dos sectores estratégicos constituiriam a base mobilizadora das forças determinantes na conquista do poder, seu exercício e defesa – os trabalhadores e o povo». O processo revolucionário de Outubro transformaria a pátria dos sovietes «num país industrializado e socialmente avançado».
Paulo Raimundo referiu-se ainda à «força do exemplo» e «acção solidária e internacionalista» da União Soviética, que «contribuiu para que noutros países os trabalhadores alcançassem importantes conquistas políticas, sociais e económicas», como o surgimento de fortes partidos comunistas, como o PCP, e de movimentos de libertação nacional nos países colonizados.
A revolução de Outubro, prosseguiu, com os seus êxitos e avanços e com o surgimento do movimento comunista internacional, abalou profundamente o capital, pondo em causa o seu domínio planetário. Foi contra este «novo sistema que surgia como alternativa» que o capital usou a «besta do nazifascismo». «Em Leninegrado, Estalinegrado e em outras localidades soviéticas, aliada à resistência armada de partidos comunistas na Grécia, Itália, França e Jugoslávia, e à luta dos povos, começou o princípio do fim do nazifascismo.»
A vitória custou à União Soviética 22 milhões de mortos e um país devastado – devemos-lhe a vitória e a libertação, alcançadas com uma «força impressionante, uma coragem de ferro, uma sociedade nova que se mobilizou na defesa do seu projecto e da libertação dos povos».