Dilma eleita presidente
A coligação Para o Brasil Continuar Mudando elegeu Dilma Rousseff para a presidência do país. A primeira mulher no mais alto cargo da nação lembrou que «não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome».
«A candidata obteve mais de 55 milhões de votos»
Na segunda volta das presidenciais brasileiras, Dilma recolheu mais de 55 milhões de votos contra pouco mais de 43 milhões e 600 mil garantidos pelo candidato adversário, José Serra.
Em termos de percentagem, a candidata apoiada por uma plataforma eleitoral de dez partidos obteve 56,01 por cento dos votos, ao passo que Serra e a direita que o sustentava por pouco não alcançaram os 44 por cento do total dos boletins.
O sufrágio registou uma abstenção recorde, já que quase 22 por cento dos brasileiros habilitados a votar não compareceram às assembleias electivas.
Num breve depoimento publicado no portal vermelho.org, o presidente do Partido Comunista do Brasil, Renato Rabelo, qualificou a vitória de «histórica», pois permite ao Brasil «caminhar para 12 anos de um governo federal que tem o apoio das forças populares, progressistas e de esquerda».
«No pouco tempo do governo Lula já avançámos muito e agora podemos manter as conquistas e avançar mais», considerou ainda Renato Rabelo.
Trabalhar sem descanso
Numa primeira declaração de vitória, Dilma Rousseff reiterou os compromissos assumidos durante a campanha que a levou à chefia do Estado. «Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome», disse apelando, para isso, ao empenhamento de todos. A erradicação da fome e da miséria, continuou, é fundamental para que o país supere «o abismo que nos separa de ser uma nação desenvolvida».
Sublinhando a obra realizada durante os dois mandatos liderados por Lula da Silva, Dilma comprometeu-se ainda a trabalhar duramente pelo progresso económico e social, fazendo dos recursos próprios do país o combustível desse desenvolvimento e rejeitando cortes de orientação neoliberal nos programas sociais e no investimento público.