Com razão e determinação

Sinais de protesto e exigência

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Na tarde de 29 de Setembro, respondendo ao apelo da CGTP-IN e de todo o movimento sindical unitário, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas, nas manifestações que tiveram lugar no Porto e em Lisboa. Em várias empresas e serviços, fez-se sentir nessa quarta-feira o efeito de greves e protestos colectivos de trabalhadoras e trabalhadores. Os motivos justos estão descritos e as respostas de resistência e luta estão fundamentadas, em documentos produzidos e divulgados por todo o País, falando da situação nacional e do contexto internacional, ou focando detalhes muito específicos e reveladores.

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Dessas palavras temos dado e vamos continuar a dar notícia. Nestas páginas acentuamos hoje o poder das imagens, que não substituem as palavras, mas mostram com outra força o que vai dentro destas.

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«A jornada de hoje é um sinal claro de que há forças e vontades para resistir e combater as políticas erradas, que conduzem ao atraso do País, à desigualdade social e à degradação das condições de vida, por políticas alternativas que tenham os trabalhadores e os seus agregados familiares como destinatários principais.» Estas são palavras que fazem parte da moção comum, aprovada a 29 de Setembro nas duas manifestações.

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Nas imagens que mostramos, o «sinal claro» expõe-se ao olhar das leitoras e dos leitores (muitos estiveram lá e até se vão reconhecer nestas imagens). O «sinal claro» está nos rostos, nas mãos, nas avenidas cheias, nos dizeres dos cartazes, na cor, na luz, nas palavras gritadas com tal força, que ecoam neste papel impresso.

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Já tínhamos mostrado «sinais» semelhantes. Para não recuarmos mais longe, convidamos a recordar as imagens da grande manifestação nacional que, a 29 de Maio, reuniu no coração de Lisboa mais de 300 mil pessoas; recordemos ainda os «sinais» que, na acção de luta de 8 de Julho, se fizeram notar em dezenas de cidades de todo o Portugal.

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Para o capital e para quem usa o poder ao seu serviço, não foram ainda bastantes estes «sinais» de protesto e de exigência de mudança radical. Mas neles lê-se bem claro uma mensagem que, noutras páginas de outros jornais, já está a suscitar sinais de preocupação nos senhores do sistema e nos seus beneficiários maiores: a luta é justa e vai continuar, com apoio alargado e crescente determinação. Até 24 de Novembro, dia da greve geral que está a ser erguida pelos trabalhadores, vamos ter disto mais «sinais». Quem teimar em não entender os sinais será convencido pela força da realidade que estas fotografias apenas... retratam.

DM

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Em Lisboa, desde a Praça do Marquês de Pombal até à Assembleia da República, com passagem pelo Largo do Rato (com muitos e sonoros protestos junto à sede do PS), manifestaram-se mais de 50 mil pessoas, dos distritos do Sul e do Centro do País

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No Porto, após duas pré-concentrações de trabalhadores deste distrito e de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Guarda, Viseu, Aveiro e Coimbra, mais de 20 mil manifestantes confluíram para a Avenida dos Aliados, até à Praça General Humberto Delgado

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Jerónimo de Sousa e Francisco Lopes, depois de saudarem a manifestação na Rua Alexandre Herculano, integraram o protesto até São Bento, ao lado de trabalhadores da Administração Pública



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As «medidas de austeridade» - anunciadas pelo Governo a 29 de Setembro, poucas horas depois de dezenas de milhares de pessoas trazerem às ruas de Lisboa e do Porto mais um incontornável sinal das dificuldades e do descontentamento que grassam entre os trabalhadores - vieram dar ainda mais razão à necessidade de uma resposta de luta num patamar mais elevado. No dia 30, por unanimidade, o Conselho Nacional da CGTP-IN avançou com a data de 24 de Novembro para a realização de uma greve geral.

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