PCP e CGTP-IN convergem na luta
Uma delegação da CGTP-IN composta pelo seu Secretário-geral, Manuel Carvalho da Silva, e os membros da Comissão Executiva do seu Conselho Nacional, Deolinda Machado, Joaquim Dionísio e Fernando Gomes reuniu, ontem, a seu pedido, no CT da Rua Soeiro Pereira Gomes, com o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e os membros da Comissão Política, Fernanda Mateus, Francisco Lopes e Paulo Raimundo.
«Verificámos a coincidência e até a convergência em alguns pontos de vista, nomeadamente relativos a uma questão central: sem outra política económica virada para o aumento da riqueza e uma sua melhor repartição através do aumento dos salários e de direitos, pondo Portugal a produzir, como factor essencial de combate às injustiças, defendendo o nosso aparelho produtivo e a nossa produção nacional, é impossível combater os níveis de injustiça social que hoje se acentuam», considerou Jerónimo de Sousa, à saída do encontro.
Quanto à proposta do PSD de revisão constitucional, Jerónimo de Sousa classificou-a como «um processo de mutilação do que são valores e princípios plasmados na Lei fundamental», lembrando a necessidade de uma maioria qualificada de dois terços para a viabilizar. «Tendo em conta a experiência das anteriores sete revisões constitucionais, constatamos que o PS sempre se indigna muito, inicialmente, e depois negoceia com a direita essas revisões», concluiu.
Combater injustiças
«Analisámos as questões gerais que se colocam aos trabalhadores e ao povo português, quando estamos num cenário de apresentação do Orçamento do Estado, com condicionantes muito grandes, sendo já hoje visível haver uma estratégia do “centrão político”, claramente associada ao Orçamento e às eleições presidenciais», afirmou Carvalho da Silva, lembrando que «quem está a receitar ainda mais políticas de estagnação salarial é quem está a acumular riqueza, a cada dia que passa». «Isto é chocante, e esta vergonha, esta injustiça, esta desigualdade, este afrontamento, esta arrogância de se apoderarem da riqueza, receitando miséria aos outros, tem de acabar», considerou, salientando a necessidade de os trabalhadores e o povo darem uma forte resposta de contestação e de protesto às políticas prosseguidas pelo Governo PS, na jornada nacional de luta da CGTP-IN, marcada para dia 29.