Concentração de vitivinicultores na Régua

O Douro não pode esperar mais!

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Centenas de vitivinicultores do Douro concentraram-se, na passada semana, na Régua contra a ameaça de uma nova baixa dos preços de vinho na produção e contra a liquidação total da Casa do Douro.

Neste protesto, organizado pela Associação dos Vitivinicultores Independentes do Douro (AVIDOURO), reclamou-se aos órgãos de soberania, entre outras medidas, a «criação de condições para o escoamento, a melhores preços, dos vinhos do Douro e Porto», o «aumento de "benefício", a quantidade de vinho autorizado que cada lavrador pode transformar anualmente em Vinho do Porto/generoso» e a «simplificação das candidaturas dos lavradores às ajudas e aos projectos de investimento (PRODER).

Os vitivinicultores exigiram ainda «que as candidaturas aos projectos VITIS (reestruturação de vinhas) sejam abertas todo o ano para que os serviços possam atender com celeridade e os lavradores não terem de esperar em filas e em dias seguidos para resolverem os assuntos», a «fiscalização eficaz, a fazer pelo IVDP, pelo Ministério da Agricultura e pelo Ministério do Ambiente, às empresas e grandes "quintas" que estão a utilizar indevidamente a rega nas vinhas do Douro, e que devem ser impedidas de o continuar a fazer», a «atribuição de justas compensações financeiras e/ou indemnizações à população devido às restrições ambientais impostas na Região Demarcada», a «baixa de preços do gasóleo, dos adubos e pesticidas, da electricidade agrícola» e a «redução das contribuições mensais dos agricultores para a segurança social, redução a ser feita por escalões consoante o rendimento das explorações agrícolas».

Relativamente à liquidação total da Casa do Douro, a AVIDOURO recorda que os lavradores durienses «ficam completamente à mercê da gula das casas exploradoras de Vinho do Porto e de outras grandes empresas, sempre interessadas em obter vinhos ou uvas aos mais baixos preços à produção». «Para começar a resolver, de facto, os problemas da lavoura e da região duriense, o Governo e a Assembleia da República devem devolver à Casa do Douro todos os seus "poderes públicos"», defende a associação.



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