UE lança serviço diplomático
A União Europeia lançou oficialmente, na segunda-feira, 26, o Serviço Europeu de Acção Externa, que deverá estar operacional em 1 de Dezembro próximo.
A nova estrutura diplomática, que será composta por representantes e funcionários de vários país, tem como objectivo «contribuir» para que os actuais 27 estados-membros falem «a uma só voz», segundo as palavras de Steven Vanackere, ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, país que assegura a presidência semestral da UE.
No entanto, a França e a Itália fizeram questão de salientar que esta estrutura não se substitui aos estados, procurando assim dissipar dúvidas sobre a soberania diplomática dos estados-membros.
O facto é que dentro em breve o Serviço Europeu terá ao seu dispor milhares de pessoas na sede em Bruxelas e na rede de embaixadas da UE. Alguns países, designadamente a Holanda, a Suécia e a Bulgária, já anunciaram que irão fechar as suas embaixadas um pouco por todo o mundo, cujas funções serão transferidas para as representações da UE, realizando assim economias.
Apesar das garantias do governo italiano de que não encerrará embaixadas, os diplomatas transalpinos convocaram para o mesmo dia uma greve contra os cortes orçamentais, que traduziu também o descontentamento do sector face à instabilidade criada pelo novo instrumento diplomático.