UE e EUA reforçam sanções
Depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas ter adoptado novas sanções contra a República Islâmica do Irão, a União Europeia (UE), por sugestão da França e da Alemanha, reforçou os instrumentos de bloqueio contra os sectores bancário e de seguros, de transportes, gás e petróleo. Neste último caso, as medidas são particularmente lesivas para a economia iraniana dada a pouca capacidade de refinação de crude instalada no país.
A ampliação das sanções por parte da UE foi decidida um dia depois dos EUA terem adoptado restrições semelhantes, com especial incidência no sector energético. O pretexto é a punição do Irão por supostamente ter um programa nuclear com o objectivo de dotar o país de arsenal atómico.
Apesar das alegações norte-americanas e europeias, o Irão insiste que os seus projectos nucleares têm um carácter pacífico. Ainda a semana passada, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, reiterou a natureza do programa nuclear do país ao anunciar a construção de quatro novos reactores como parte dos projectos de desenvolvimento de tecnologia terapêutica.
Vasos de guerra atravessam Suez
Entretanto, informações veiculadas pela imprensa árabe dão nota da passagem de mais de 12 barcos de guerra norte-americanos e israelitas, entre os quais um porta-aviões, no Canal do Suez em direcção ao Mar Vermelho.
Simultaneamente, circularam informações que garantem que a Arábia Saudita autorizou Israel a usar uma faixa do seu espaço aéreo em caso de guerra contra o Irão, embora as autoridades sauditas tenham negado categoricamente a notícia publicada pelo britânico Sunday Times.