Israel anuncia redução do bloqueio a Gaza

Manobra mediática

O governo de Benjamin Netanyahu decidiu reduzir a intensidade do bloqueio contra a Faixa de Gaza, imposto em 2007. A medida, fruto do repúdio internacional ao isolamento a que Israel confina 1,5 milhões de palestinianos, é no entanto denunciada pelo Hamas como uma manobra de propaganda.

O partido vencedor das últimas eleições na Faixa de Gaza sublinha que o caminho justo é o do levantamento de todas as sanções contra o território. Acresce que o executivo de Telavive ainda não especificou quais os géneros que poderão entrar na região e quais os que continuarão vedados, dando aso a especulações da imprensa de uma pretensa «lista negra» de 120 bens proibidos.

Para o Hamas, a decisão visa tão somente «esquivar [Israel] da decisão internacional de um levantamento completo do bloqueio à Faixa de Gaza» e significa uma «tentativa de embelezar, legitimar e prolongar o bloqueio», disse o porta-voz do movimento, Abu Zuhri.

«Esta é outra piada que Israel nos conta. A nós e ao mundo», insistiu, por sua ves, o ministro da Economia do governo de Gaza, Ziad Zaza. Antes do bloqueio, entravam em Gaza cerca de 4 mil produtos diferentes. Actualmente, ingressam menos de centena e meia e não está esclarecido, por exemplo, se se poderá importar cimento para reconstruir os edifícios arrasados aquando da campanha israelita «Chumbo Fundido».

Já a Autoridade Nacional Palestiniana da Cisjordânia considerou a medida «um passo em frente» mas «insuficiente», dado que « o bloqueio deve ser levantado completamente e todas as entradas [fronteiriças] devem ser abertas».

Depois do anúncio do chamado alívio do bloqueio, Israel voltou a demonstrar a sua orientaçõe face a Gaza e aos palestinainos. O ministro da cooperação e do desenvolvimento económico da Alemanha, Dirk Niebel, foi impedido de entrar em Gaza, onde pretendia hoje visitar uma central de decantação erguida com fundos germânicos.



Mais artigos de: Internacional

Dados da ONU desmentem propaganda ocupante

Os ataques com engenhos explosivos quase que duplicaram no Afeganistão no último ano. Os dados divulgados pela ONU desmentem a propaganda ocupante, que fala em progressos «lentos mas firmes» no terreno.

Santos continua política de Uribe

Juan Manuel Santos venceu a segunda volta das presidenciais colombianas garantindo cerca de 9 milhões de votos (69 por cento), contra aproximadamente de 3,5 milhões (27,5 por cento) recolhidos pelo outro concorrente ao cargo, Antanas Mockus. No discurso de vitória, o futuro chefe de Estado e do...

UE e EUA reforçam sanções

Depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas ter adoptado novas sanções contra a República Islâmica do Irão, a União Europeia (UE), por sugestão da França e da Alemanha, reforçou os instrumentos de bloqueio contra os sectores...

<i>BP</i> oculta factos

Desde que em 20 de Abril uma das suas plataforma de exploração petrolífera explodiu no Golfo do México que a BP tem vindo a ocultar a real dimensão e os contornos do sucedido. Esta semana, um funcionário da companhia veio confirmar que a empresa foi alertada atempadamente para...

Estudantes obtêm vitória

A greve de 56 dias dos estudantes da Universidade de Porto Rico terminou com uma vitória, isto depois da administração da instituição ter cedido na pretensão de sancionar, inclusive com a expulsão, os jovens que aderiram à luta. Os estudantes garantiram...