Consequências do massacre de Fallujah

Grã-Bretanha enfrenta acusação

Várias famílias de Fallujah moveram um processo contra o governo britânico por utilização de armas ilegais no ataque à cidade, realizado no final de 2004. Os iraquianos defendem que a utilização de fósforo branco e urânio empobrecido fez disparar o número de casos de deformações em recém nascidos. Os advogados que representam famílias residentes na cidade mártir exigem igualmente ao ministério da Defesa de Londres que detalhe o papel do seu exército na ofensiva.

O caso saltou para a ribalta depois de várias reportagens publicadas em órgãos de comunicação social britânicos terem confirmado o aumento descomunal do número de mutações genéticas em crianças nascidas após o assalto anglo-norte-americano.

De acordo com dados veiculados recentemente na imprensa, que cita testemunhos de médicos locais, o total de deformações cardíacas aumentou 13 vezes. Antes de 2004, só a cada dois meses os clínicos do hospital de Fallujah tinham de lidar com um caso de má-formação congénita. Actualmente, enfrentam um a dois casos por dia, dizem.

Há dois anos que a Organização Mundial de Saúde investiga estas denúncias. Os médicos da cidade aconselham mesmo as mulheres a não terem filhos nas próximas duas décadas, tais são as provas de que o uso de armas químicas em Fallujah tem consequência perenes no surgimento de casos de malformações.

As mesmas iniciativas legais não podem ser interpostas contra os EUA, que mantêm um regime de imunidade neste tipo de processos.



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