Situação injusta
Durante uma iniciativa política realizada em Santa Cruz, Edgar Silva, coordenador do PCP na Ilha da Madeira, criticou «os privilégios injustos da banca no pagamento do IRC». «Os cinco maiores bancos portugueses (CGD, BES, Totta/Santander, BPI e BCP) tiveram, em 2009, lucros bastante avultados, na ordem dos cinco milhões de euros por dia», revelou o dirigente comunista, lembrando que aqueles resultados deram, no mesmo ano, «lucros de mil e 700 milhões de euros, dos quais apenas 15 por cento foram cobrados para IRC».
Uma situação extremamente injusta uma vez que os bancos pagam apenas 15 por cento de IRC, enquanto uma outra qualquer pequena empresa paga 25 por cento. «Num quadro de crise como a que o País vive actualmente e em que são impostos à população sacrifícios e exigências descomunais, esta situação é de uma enorme gravidade», afirmou.