Mobilidade urbana
Ruben de Carvalho, vereador do PCP na Câmara de Lisboa, apresentou, há dias, uma proposta de abertura das vias de trânsito de transportes públicos a ciclomotores e motociclos e de eliminação de linhas de carris de eléctricos desactivadas.
Para o eleito comunista, a utilização destes tipos de transporte «potenciam a mobilidade urbana, na medida em que aumentam a fluidez do tráfego e diminuem os tempos de deslocação».
«A cidade de Lisboa dispõe de uma significativa rede de vias para transportes públicos (corredores "Bus"), passíveis de acolher a circulação de motociclos e ciclomotores em condições de segurança sem que prejudiquem o habitual trânsito de transportes públicos, assim aumentando a circulação para a generalidade dos veículos, condutores e passageiros que utilizam os arruamentos municipais», defende a proposta, que se baseia num estudo realizado pelo Instituto Superior Técnico que revela que se 10 por cento dos condutores de automóvel passassem a deslocar-se com recurso a motociclos até 250 cc de cilindrada, 96 hectares de espaço urbano (estacionamento) seriam libertados, 17 mil toneladas de combustível seriam poupados anualmente e as emissões de dióxido de carbono poderiam diminuir em cerca de 54 mil toneladas por ano.