Pela verdade desportiva

O PCP saudou os promotores da petição «Pela verdade desportiva», considerando que com esta iniciativa «deram um contributo determinante» para um debate que se alargou a toda a sociedade.

O tema foi recentemente sujeito à apreciação dos deputados tendo, na ocasião, a bancada comunista deixada expressa a ideia de que «os fenómenos de opacidade, potencial corrupção e ausência de verdade desportiva» não podem deixar de preocupar todos aqueles que acompanham o fenómeno desportivo ou, «não o acompanhando, têm a consciência de que o futebol se tornou numa actividade com um crescente peso económico».

Foi o que afirmou o deputado comunista Miguel Tiago, para quem, em consequência, importa «apurar a verdade sobre o que se passa no âmbito desportivo, quer do que se passa dentro das quatro linhas quer fora delas». O mesmo em relação ao «acompanhamento do Estado no que toca às transacções, às operações entre clubes».

Para o PCP, todas estas matérias devem merecer a atenção do Governo e da AR, sendo que a esta «cabe essencialmente criar as regras para que seja possível aos responsáveis pela dinâmica do próprio movimento desportivo tomar as medidas para que a verdade desportiva seja garantida».

Sobre as medidas reivindicadas na petição, para o PCP, elas não são passíveis de qualquer crítica. A grande questão, porém, como acentuou Miguel Tiago, é que a AR «não tem objectivamente nem o dever e muito provavelmente o direito de se intrometer naquilo que são as normas internas do desporto, no caso o futebol».

Daí que a bancada comunista entenda que o Estado o que tem de fazer é «estar vigilante fora das quatro linhas», é garantir as condições para que «não haja bloqueios ao apuramento da verdade desportiva, sem que isso signifique intromissão em normas que são inclusivamente definidas no plano internacional», por entidades como a UEFA ou a FIFA.

 



Mais artigos de: Assembleia da República

Negócio vira roubo

O PCP classifica de «roubo a Portugal de centenas de milhões de euros, para não dizer milhares de milhões», a operação ocorrida no negócio das dívidas dos Estados, acusando a União Europeia de «não ter uma palavra» e o Governo de nada ter feito para travar o «assalto».

Ataque aos mais carenciados

A imposição de mais sacrifícios anunciada na passada semana pelo Governo foi alvo de uma enérgica reacção de repúdio do PCP, para quem todas as medidas «são contra os mesmos de sempre».

Vitória dos trabalhadores da ENU

Foi aprovado, em votação final global, com a abstenção do PS, o diploma que altera o acesso dos antigos trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio (ENU) às pensões de invalidez e velhice. Para quem, como o PCP, esteve sempre com os trabalhadores nesta sua justa luta,...

Por uma gestão pública e transparente

O Parlamento rejeitou recentemente com os votos contra do PS, PSD e CDS/PP o projecto de lei do PCP que visava a extinção da empresa «Parque Escolar, EPE», criando, em sua substituição, uma estrutura pública sob a tutela do Ministério da Educação....

Distinção a Siza Vieira

A nomeação do arquiteto Siza Vieira como membro honorário da Academia Americana das Artes e Letras foi saudada num voto de congratulação onde a Assembleia da República interpreta a distinção como mais um reconhecimento pela «dimensão universal da sua...