Caminho de ruptura
A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP apresentou, no dia 22, propostas para fazer face à profunda crise em que o distrito está mergulhado.
Há concelhos em que a taxa de desemprego ronda os 20 por cento
Para os comunistas do Porto, há que apostar na defesa do aparelho produtivo, alargando o investimento público, apoiando as micro, pequenas e médias empresas e privilegiando o mercado interno. Também a adopção de um programa de industrialização do distrito, com o aproveitamento integral dos seus recursos, faz parte do rol de propostas apresentadas pelo PCP.
A DORP entende ainda ser necessário criar um programa de intervenção das sub-regiões interiores, voltado para o apoio social, a requalificação profissional e a diversificação da indústria, cancelar a colocação de portagens nas SCUT A 28, A 29, A 41 e A 42, bem como a travar a privatização da ANA e das linhas suburbanas da CP.
Pela sua importância e pelo significado que teriam na região, os comunistas do Porto reclamam ainda outras propostas, de carácter nacional: o aumento geral dos salários e pensões; a criação de emprego, o combate ao desemprego e o apoio aos desempregados; o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado; e a valorização do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública.
Estas propostas justificam-se, na opinião dos comunistas, pela «profunda crise económica e social» em que o distrito do Porto está mergulhado. Os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), revelados recentemente, mostram mesmo que a situação do distrito se agrava a um ritmo superior ao do resto do País, sobretudo nas sub-regiões do interior – Vale do Ave, Vale do Sousa e Baixo Tâmega.
Por exemplo, no concelho de Baião a taxa de desemprego ultrapassa dos 23 por cento e em Santo Tirso os 18 por cento. Mas em todos os concelhos do distrito o desemprego é superior à média nacional. Em alguns concelhos, como Lousada, Paços de Ferreira e Paredes, o número de desempregados praticamente duplicou no espaço de um ano.
O PCP lembra ainda que estes dados, bastante expressivos, resultam dos critérios de avaliação do IEFP, excluindo-se assim os desempregados não inscritos nos centros de emprego.
A DORP entende ainda ser necessário criar um programa de intervenção das sub-regiões interiores, voltado para o apoio social, a requalificação profissional e a diversificação da indústria, cancelar a colocação de portagens nas SCUT A 28, A 29, A 41 e A 42, bem como a travar a privatização da ANA e das linhas suburbanas da CP.
Pela sua importância e pelo significado que teriam na região, os comunistas do Porto reclamam ainda outras propostas, de carácter nacional: o aumento geral dos salários e pensões; a criação de emprego, o combate ao desemprego e o apoio aos desempregados; o reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado; e a valorização do Serviço Nacional de Saúde e da escola pública.
Estas propostas justificam-se, na opinião dos comunistas, pela «profunda crise económica e social» em que o distrito do Porto está mergulhado. Os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), revelados recentemente, mostram mesmo que a situação do distrito se agrava a um ritmo superior ao do resto do País, sobretudo nas sub-regiões do interior – Vale do Ave, Vale do Sousa e Baixo Tâmega.
Por exemplo, no concelho de Baião a taxa de desemprego ultrapassa dos 23 por cento e em Santo Tirso os 18 por cento. Mas em todos os concelhos do distrito o desemprego é superior à média nacional. Em alguns concelhos, como Lousada, Paços de Ferreira e Paredes, o número de desempregados praticamente duplicou no espaço de um ano.
O PCP lembra ainda que estes dados, bastante expressivos, resultam dos critérios de avaliação do IEFP, excluindo-se assim os desempregados não inscritos nos centros de emprego.