Greve na limpeza de Lisboa

Na Câmara Municipal de Lisboa teve início, segunda-feira, uma greve de três dias, pela actualização do subsídio de insalubridade, penosidade e risco, cujo valor se mantém inalterado há oito anos. A paralisação foi convocada pelos sindicatos da CGTP-IN (STML e STAL), abrangendo pessoal dos serviços de higiene urbana e outros, como os coveiros ou os funcionários do canil.
A greve teve elevados índices de adesão, que os sindicatos situaram entre 80 e 95 por cento, em diferentes turnos e serviços. Mesmo o Departamento de Higiene Urbana e Resíduos Sólidos chegou a admitir que, no turno da noite de segunda para terça-feira, a participação na greve ultrapassou os 70 por cento.
Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa explicou que sucessivos executivos camarários, quer de presidência do PSD e CDS (Santana Lopes), quer do PS (António Costa) têm negado a actualização do subsídio. Este, refere o STML, tem por base uma decisão da CML, de 1987, que estipula como referência os aumentos salariais anuais da Função Pública - e assim ocorreu, efectivamente, até 2002.
Mas, em 2003, esta prática foi interrompida pelo executivo presidido por Santana Lopes. «Desde então, temos lutado incessantemente para que esta decisão seja invertida e os direitos dos trabalhadores, respeitados», recordando o sindicato os mais recentes plenários, realizados a 24 de Fevereiro frente aos Paços do Concelho. Nesse mesmo dia, a vereadora dos Recursos Humanos e os novos responsáveis da Câmara, em geral, evidenciaram uma intransigência em relação às reivindicações de cerca de três milhares de trabalhadores que «não nos deixa outra solução que não seja o endurecimento da luta».
«Já nos furtam nos salários, espezinham os nossos direitos, prejudicam-nos com um sistema de avaliação injusto e arbitrário», protestava o STML, sublinhando que «a luta é séria, justa e inflexível» e «irá continuar».


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