Trabalhadores manifestam-se no Panamá
Trabalhadores do sector público e privado, professores, auxiliares educativos e estudantes panamianos manifestaram-se contra as recentes medidas governamentais e afirmaram o direito ao protesto.
No centro das reivindicações esteve a defesa do direito ao protesto
Milhares de pessoas afectas a sindicatos e organizações sociais, com destaque para as estruturas representativas dos professores, dos trabalhadores da construção civil, dos funcionários da segurança social, e para a Frente Nacional para a Defesa dos Direitos Económicos e Sociais (FRENADESCO), participaram, a semana passada, numa marcha pelo centro da capital do país.
O protesto terminou junto ao palácio da presidência, onde os manifestantes entregaram um documento exigindo o fim da política económica e social levada a cabo pelo presidente Ricardo Martinelli.
Em causa está a reforma fiscal, sobretudo o aumento em sete por cento de um imposto que, reclamam os sectores populares, ataca fortemente o poder de compra da maioria dos trabalhadores. Igualmente repudiadas foram as medidas governamentais de modificação da Lei Orgânica da Caixa de Seguro Social, e a reforma curricular imposta pelo executivo no sector da educação.
No centro das reivindicações esteve, ainda, a defesa do direito ao protesto, isto dois dias depois de 240 trabalhadores da construção civil terem sido detidos pelas autoridades quando participavam numa acção promovida pela sua organização de classe.
Apesar de fortemente vigiada pela polícia, e da provocação do ministro da Justiça, Raúl Molino - para quem «acabou o relaxe» das autoridades em relação às manifestações -, desta feita não foram registados confrontos. Antevendo as manobras provocatórias que precederam a marcha, os promotores alertaram para a necessidade de manter a serenidade durante a iniciativa.
Exercer direitos
Após a manifestação de quinta-feira, 18, na Cidade do Panamá, as mais de duas centenas de operários da construção civil detidos pela polícia e mantidos numa prisão de delito comum, foram colocados em liberdade.
Os trabalhadores haviam sido encarcerados sob a acusação de obstrução da via pública e confronto com as forças da ordem. Mas os relatos dos acontecimentos indicam que foi a polícia quem avançou para os manifestantes à bastonada, com canhões de água e disparando granadas de gás lacrimogéneo.
Segundo o presidente Martinelli, a intervenção da polícia antimotim justifica-se porque os trabalhadores mobilizados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Construção e Similares (SUTCS) impediam a liberdade de circulação dos restantes cidadãos.
O SUTCS já fez saber que, apesar das intimidações, vai continuar com as acções de contestação, isto é, continuará a defender o direito ao protesto exercendo-o de forma pacífica, e manterá o esclarecimento e a denúncia da política do governo.
O protesto terminou junto ao palácio da presidência, onde os manifestantes entregaram um documento exigindo o fim da política económica e social levada a cabo pelo presidente Ricardo Martinelli.
Em causa está a reforma fiscal, sobretudo o aumento em sete por cento de um imposto que, reclamam os sectores populares, ataca fortemente o poder de compra da maioria dos trabalhadores. Igualmente repudiadas foram as medidas governamentais de modificação da Lei Orgânica da Caixa de Seguro Social, e a reforma curricular imposta pelo executivo no sector da educação.
No centro das reivindicações esteve, ainda, a defesa do direito ao protesto, isto dois dias depois de 240 trabalhadores da construção civil terem sido detidos pelas autoridades quando participavam numa acção promovida pela sua organização de classe.
Apesar de fortemente vigiada pela polícia, e da provocação do ministro da Justiça, Raúl Molino - para quem «acabou o relaxe» das autoridades em relação às manifestações -, desta feita não foram registados confrontos. Antevendo as manobras provocatórias que precederam a marcha, os promotores alertaram para a necessidade de manter a serenidade durante a iniciativa.
Exercer direitos
Após a manifestação de quinta-feira, 18, na Cidade do Panamá, as mais de duas centenas de operários da construção civil detidos pela polícia e mantidos numa prisão de delito comum, foram colocados em liberdade.
Os trabalhadores haviam sido encarcerados sob a acusação de obstrução da via pública e confronto com as forças da ordem. Mas os relatos dos acontecimentos indicam que foi a polícia quem avançou para os manifestantes à bastonada, com canhões de água e disparando granadas de gás lacrimogéneo.
Segundo o presidente Martinelli, a intervenção da polícia antimotim justifica-se porque os trabalhadores mobilizados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Construção e Similares (SUTCS) impediam a liberdade de circulação dos restantes cidadãos.
O SUTCS já fez saber que, apesar das intimidações, vai continuar com as acções de contestação, isto é, continuará a defender o direito ao protesto exercendo-o de forma pacífica, e manterá o esclarecimento e a denúncia da política do governo.