PSD – O Congresso «faz de conta»
O PSD fez o seu 32.º Congresso - o 33.º é daqui a um mês(!) - foi um «faz de conta» para decidir coisa nenhuma. Para além das questões estatutárias, também elas um «faz de conta» (mas que importa reter), foi a encenação dos diversos comícios do «combate dos chefes» pela liderança, que se vai «jogar nas primárias» do fim do mês. Resumindo - sound bytes e mercado de clientelas, barões e interesses.
No Congresso houve um «faz de conta» do «debate de ideias» suscitado na convocatória. Nada de substancial na resposta às grandes questões económicas e sociais ou da qualidade da democracia; no fundo, a real impossibilidade do PSD fazer propostas diversas das medidas do Governo PS e a evidência da «convergência estratégica» dos partidos das políticas de direita na desgraçada situação do país e nas orientações dos grandes interesses e da concentração da riqueza.
Discutiu-se o «timing da chegada ao poder» e foi nesse quadro que se colocou o «problema central» deste Congresso o da imagem/mensagem do próximo «líder» - qual dos putativos candidatos melhor «faz de conta» que está em condições de conduzir o PSD ao governo?
Os candidatos alinharam os seus «faz de conta» – «intransigência negocial», ou «consenso de mediação presidencial» com Sócrates? Mais ou menos foguetório mediático na inevitável aprovação do PEC, conforme encomenda das agências formais (BCE, OCDE) e informais (de rating) do capital financeiro internacional? Continuar a «oposição» ao PS/Sócrates nas questões da «face oculta» e do «assalto à TVI», para esconder o acordo no essencial, ou, uma vez conseguida a aprovação do OE e do PEC por esta direcção do PSD, jogar a cartada populista contra os seus efeitos, com a exigência de acelerar a exploração e o saque do que resta da riqueza e soberania nacional?
Os grandes interesses e o PR Cavaco Silva já clarificaram a agenda – fazer andar as políticas de direita e tratar das presidenciais, sem sobressaltos -, e a matéria foi explicada ao Congresso. Não sobrou muito espaço para o «faz de conta» duma «janela de oportunidade» eleitoral para o PSD chegar ao governo, e ao respectivo banquete clientelar, antes do Verão de 2011.
Este Congresso do PSD foi um irremediável «faz de conta», à espera que o capital um dia decida que o PS secou, para então assumir o turno no governo da continuidade da política de direita.
Mas … «cuidado que pode o povo querer um mundo novo a sério»!
No Congresso houve um «faz de conta» do «debate de ideias» suscitado na convocatória. Nada de substancial na resposta às grandes questões económicas e sociais ou da qualidade da democracia; no fundo, a real impossibilidade do PSD fazer propostas diversas das medidas do Governo PS e a evidência da «convergência estratégica» dos partidos das políticas de direita na desgraçada situação do país e nas orientações dos grandes interesses e da concentração da riqueza.
Discutiu-se o «timing da chegada ao poder» e foi nesse quadro que se colocou o «problema central» deste Congresso o da imagem/mensagem do próximo «líder» - qual dos putativos candidatos melhor «faz de conta» que está em condições de conduzir o PSD ao governo?
Os candidatos alinharam os seus «faz de conta» – «intransigência negocial», ou «consenso de mediação presidencial» com Sócrates? Mais ou menos foguetório mediático na inevitável aprovação do PEC, conforme encomenda das agências formais (BCE, OCDE) e informais (de rating) do capital financeiro internacional? Continuar a «oposição» ao PS/Sócrates nas questões da «face oculta» e do «assalto à TVI», para esconder o acordo no essencial, ou, uma vez conseguida a aprovação do OE e do PEC por esta direcção do PSD, jogar a cartada populista contra os seus efeitos, com a exigência de acelerar a exploração e o saque do que resta da riqueza e soberania nacional?
Os grandes interesses e o PR Cavaco Silva já clarificaram a agenda – fazer andar as políticas de direita e tratar das presidenciais, sem sobressaltos -, e a matéria foi explicada ao Congresso. Não sobrou muito espaço para o «faz de conta» duma «janela de oportunidade» eleitoral para o PSD chegar ao governo, e ao respectivo banquete clientelar, antes do Verão de 2011.
Este Congresso do PSD foi um irremediável «faz de conta», à espera que o capital um dia decida que o PS secou, para então assumir o turno no governo da continuidade da política de direita.
Mas … «cuidado que pode o povo querer um mundo novo a sério»!