Nada nos vai demover de continuar a lutar!
A avalanche de atropelos aos direitos de quem trabalha, aos reformados e pensionistas e a todos os que menos têm e menos podem atinge proporções incomensuráveis.
A força do nosso Partido está na classe operária e nos trabalhadores
Os efeitos nefastos desta continuada política, ao contrário daquilo que os analistas da grande burguesia querem fazer crer, são bem directos e bem visíveis: mais de 700 mil trabalhadores no desemprego (10,5 por cento em sentido restrito), muitos dos quais sem direito a qualquer meio de subsistência; 1 milhão e 300 mil trabalhadores precários sem direitos; dois milhões de pobres; milhares de falências e insolvências de micro e pequenos empresários; destruição do aparelho produtivo nacional na indústria e na agricultura e aumento da nossa dependência externa. E tudo isto em confronto com o crescimento da riqueza de uns quantos que aproveitando-se da «crise» – que eles próprios geraram com a especulação financeira e imobiliária – continuam a arrecadar milhões de euros. Apoiados pelo Governo, prosseguem com a concentração e a centralização do capital, enquanto que quem vive do seu trabalho está cada vez mais pobre. Os dados publicados recentemente revelam a crueza dos factos. Em 2009, os cinco maiores bancos e banqueiros arrecadaram, em plena «crise», 5 milhões de euros por dia, ou seja 1 724,5 milhões de euros por ano. As empresas de energia e telecomunicações 2098,9 milhões de euros e apenas duas empresas de comércio e serviços 200,3 milhões de euros. É claro que esta situação não resultou de um acto isolado, mas foi todo um processo em que o grande capital, ajudado pelos sucessivos governos, foi acumulando forças, instalou-se no poder através dos seus partidos PS, PSD e CDS, estendeu os seus tentáculos a todas as esferas da vida económica, social, política, cultural e ideológica, dominando os grandes meios de comunicação social de massas para influenciá-los à escala nacional, regional e local. Foi todo um processo que atingiu os alicerces do regime democrático em todas as suas componentes, fragilizando ainda mais as relações laborais, o direito ao emprego e ao salário, os direitos sociais, a protecção social e condicionando o exercício da liberdade de expressão. Toda uma política que mexeu também com o sistema judicial e a magistratura. Mergulhado no pântano, numa simbiose total com os interesses do grande capital, o PS, apesar de estar em minoria, mantém os tiques de autoritarismo e busca, não só condicionar como limitar, a acção e a intervenção das forças que se lhe opõem. Dar mais força ao PCP Não podemos esquecer a lei dos partidos e do financiamento dos partidos (com o objectivo de atingir o PCP, o partido dos trabalhadores), nem todo o silenciamento em que o PCP é votado por parte da comunicação social, que manda às urtigas o tão propalado pluralismo. Agora já não se limita a distorcer a mensagem. Pura e simplesmente ignora propositadamente as iniciativas, posições e propostas do PCP, lateraliza, desfoca e descentra a mensagem, concentrando-se no supérfluo da agenda comunicacional previamente definida pelos interesses da ideologia dominante. Mas este Partido tem 89 anos de vida e de luta ao serviço do povo e do País, 48 dos quais passados sob a ditadura fascista lutando pela liberdade, pela democracia e por melhores condições de vida para os trabalhadores e para o povo, unindo os democratas e dando um contributo decisivo para a instauração do regime democrático conquistado com a Revolução do 25 de Abril. Por isso desenganem-se os que pensam que conseguem limitar a acção e a intervenção deste Partido. Atingindo dimensões enormes, o ataque ao Partido por parte das forças da política de direita, sendo motivo de reflexão quanto ao estado a que chegou a democracia, é simultaneamente motivo de orgulho porque é sinal de que este Partido continua a ser a pedra angular na defesa dos interesses e direitos dos que menos têm e menos podem e o fiel defensor das conquistas do 25 de Abril. A força do nosso Partido está na classe operária, nos trabalhadores e em todas as camadas atingidas pela política de direita, responsável pelo estado a que chegou o nosso País. É por isso fundamental dar mais força ao Partido, reforçando a sua organização, ligando-o mais às massas, construindo a unidade para a ruptura e a mudança necessárias, sem perder de vista o objectivo maior da democracia avançada, do socialismo e do comunismo.