Responder com firmeza aos congelamentos salariais

Ferroviários em greve no dia 23

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário convocou uma greve, nas empresas do sector, para o próximo dia 23, contra o congelamento de salários que o Governo quer impor.

O despesismo e as mordomias contrastam com os congelamentos

Num comunicado de 4 de Março, o SNTSF/CGTP-IN explicou que «as empresas do sector estão impedidas, pelo Governo, de proceder a qualquer negociação de tabelas salariais ou cláusulas de expressão pecuniária». Confrontadas com esta imposição, organizações representativas dos trabalhadores efectuaram reuniões e entenderam que a situação merece uma resposta.
No comunicado, o sindicato perguntou aos trabalhadores se vão aceitar que, por decisão do Governo, os seus salários sejam congelados, «quando continuamos a assistir ao “despesismo” nas empresas, à continuação das mordomias, à admissão de amigos para lugares de direcção».
O SNTSF recordou como, no entanto, «a CP já aumentou o salário de alguns trabalhadores em 2,9 por cento, com seis meses de retroactivos», enquanto «na REFER, as verbas de honorários, avenças e serviços externos, está previsto virem a crescer 2,9 milhões de euros.
Tem sido perante esta grave condicionante que têm decorrido as reuniões negociais, designadamente na REFER, onde, segundo o mesmo comunicado, a administração informou o sindicato sobre aquela orientação do Governo PS.
Na CP, até àquela data, não tinha sequer sido marcada qualquer reunião com o sindicato.
Na EMEF, a reunião que estava marcada para dia 5, foi adiada para dia 15.
Na CP-Carga, estando a negociação em fase de discussão das propostas da empresa, nada foi apresentado quanto a actualizações salariais, informou o sindicato, que reuniu com a administração no dia 3, fazendo saber que, paralelamente a esta discussão, «é necessário haver uma negociação sobre salários e que esse deve ser um dos temas a discutir na próxima reunião, no dia 16».


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