Dúvidas subsistem
O ex-ministro das Obras Públicas, Mário Lino, foi ouvido na semana transacta pelos deputados na comissão de inquérito à Fundação para as Comunicações Móveis, mas as explicações dadas ao invés de desfazerem dúvidas adensam ainda mais as interrogações.
Entre as questões suscitadas no decurso da audição esteve a diferença entre os valores para o custo dos programas e.escola e e.escolinhas apresentados pelo ex-governante e os valores referidos, anteriormente, também em comissão, pelo presidente da FCM, Mário Franco. Este avançou um valor de 854 milhões enquanto Mário Lino aludiu a uma verba na casa dos 920 milhões de euros.
«Cada vez que se mexe, os números vão aumentando. Já vão em 920 milhões de euros, tudo sem concurso público», afirmou o deputado do PSD Jorge Costa.
O deputado comunista Bruno Dias, por seu lado, insistiu na ideia de que a gestão das contrapartidas das licenças para os serviços móveis de terceira geração, no valor de 1 300 milhões de euros, enferma de uma completa falta de «transparência».
E considerou «inaceitável» que seja necessária uma auditoria do Tribunal de Contas para que possa abrir-se uma janela sobre as contas da FCM, que gere os programas e.escola e e.escolinha.
Pela comissão de inquérito passou também na semana anterior o especialista em Direito Administrativo Freitas do Amaral. Em resposta a um deputado, afirmou não compreender as razões que levaram a Fundação para as Comunicações Móveis a aprovar o orçamento para 2009 apenas no final desse ano e a não ter ainda concluído o orçamento para o ano em curso.
Segundo Freitas do Amaral, «não existem regras para as fundações», pelo que, defendeu, «é urgente legislar sobre esta matéria».
Entre as questões suscitadas no decurso da audição esteve a diferença entre os valores para o custo dos programas e.escola e e.escolinhas apresentados pelo ex-governante e os valores referidos, anteriormente, também em comissão, pelo presidente da FCM, Mário Franco. Este avançou um valor de 854 milhões enquanto Mário Lino aludiu a uma verba na casa dos 920 milhões de euros.
«Cada vez que se mexe, os números vão aumentando. Já vão em 920 milhões de euros, tudo sem concurso público», afirmou o deputado do PSD Jorge Costa.
O deputado comunista Bruno Dias, por seu lado, insistiu na ideia de que a gestão das contrapartidas das licenças para os serviços móveis de terceira geração, no valor de 1 300 milhões de euros, enferma de uma completa falta de «transparência».
E considerou «inaceitável» que seja necessária uma auditoria do Tribunal de Contas para que possa abrir-se uma janela sobre as contas da FCM, que gere os programas e.escola e e.escolinha.
Pela comissão de inquérito passou também na semana anterior o especialista em Direito Administrativo Freitas do Amaral. Em resposta a um deputado, afirmou não compreender as razões que levaram a Fundação para as Comunicações Móveis a aprovar o orçamento para 2009 apenas no final desse ano e a não ter ainda concluído o orçamento para o ano em curso.
Segundo Freitas do Amaral, «não existem regras para as fundações», pelo que, defendeu, «é urgente legislar sobre esta matéria».