Constitucional rejeita recandidatura
O Tribunal Constitucional colombiano rejeitou, por larga maioria, a proposta de lei de referendo cujo objectivo era abrir caminho à recandidatura do actual presidente a um terceiro mandato. O órgão judicial sustenta a decisão com a existência de diversas irregularidades no processo de recolha de assinaturas, sobretudo no que diz respeito à recolha de fundos no âmbito dessa campanha.
Os promotores, diz o despacho, gastaram «mais de seis vezes o autorizado pelas autoridades eleitorais e receberam doações até 30 vezes superiores ao permitido» e alteraram a pergunta do referendo entre a subscrição pelos cidadãos e a votação na Câmara dos Representantes e a posterior aprovação no Senado, situações que, qualificam os magistrados, «configuram uma grave violação aos princípios de um sistema democrático».
Nas ruas da capital, Bogotá, a decisão foi recebida com entusiasmo. Centenas de populares concentraram-se no centro histórico da cidade mobilizados pela Aliança Cidadã pela Democracia, que juntou 33 organizações em defesa da Constituição.
Luta aumenta
Paralelamente à disputa eleitoral, milhares de colombianos lutam contra a política de direita do Governo. Quinta-feira, 18, médicos, enfermeiros e utentes dos serviços públicos de saúde marcharam aos milhares em várias cidades do país contra os planos de privatização do sector, reclamando que «a saúde é um direito, não um negócio».
Já esta segunda-feira, a greve de milhares de pequenos transportadores públicos deixou Bogotá à beira do caos. Os manifestantes querem ser incluídos no novo sistema integrado de transporte público.
Confrontos com a polícia foram registados em vários pontos da cidade, sobretudo quando os protestos eram dirigindo às grandes companhias, as quais, na sua maioria, não aderiram à paralisação. Na opinião dos promotores do protesto, com essa atitude as empresas fura-greve não defendem «um sistema de transportes eficiente, económico e de total cobertura há muito reclamado pela população».
Os promotores, diz o despacho, gastaram «mais de seis vezes o autorizado pelas autoridades eleitorais e receberam doações até 30 vezes superiores ao permitido» e alteraram a pergunta do referendo entre a subscrição pelos cidadãos e a votação na Câmara dos Representantes e a posterior aprovação no Senado, situações que, qualificam os magistrados, «configuram uma grave violação aos princípios de um sistema democrático».
Nas ruas da capital, Bogotá, a decisão foi recebida com entusiasmo. Centenas de populares concentraram-se no centro histórico da cidade mobilizados pela Aliança Cidadã pela Democracia, que juntou 33 organizações em defesa da Constituição.
Luta aumenta
Paralelamente à disputa eleitoral, milhares de colombianos lutam contra a política de direita do Governo. Quinta-feira, 18, médicos, enfermeiros e utentes dos serviços públicos de saúde marcharam aos milhares em várias cidades do país contra os planos de privatização do sector, reclamando que «a saúde é um direito, não um negócio».
Já esta segunda-feira, a greve de milhares de pequenos transportadores públicos deixou Bogotá à beira do caos. Os manifestantes querem ser incluídos no novo sistema integrado de transporte público.
Confrontos com a polícia foram registados em vários pontos da cidade, sobretudo quando os protestos eram dirigindo às grandes companhias, as quais, na sua maioria, não aderiram à paralisação. Na opinião dos promotores do protesto, com essa atitude as empresas fura-greve não defendem «um sistema de transportes eficiente, económico e de total cobertura há muito reclamado pela população».