Honduras

Claudia Brizuela assassinada

Mais um membro da Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado nas Honduras foi assassinado. Na tarde do passado dia 24, desconhecidos abateram a tiro, à porta de sua casa, Claudia Larissa Brizuela, de 36 anos, mãe de duas crianças de 2 e 8 anos, habitante da segunda maior cidade do país, San Pedro de Sula.
Claudia Brizuela era uma conhecida militante do Partido da Unificação Democrática e escrevia habitualmente no diário La Prensa, jornal afecto ao movimento sindical hondurenho e um dos órgãos de comunicação que não censurou a mobilização popular contra a intentona militar que derrubou o presidente democraticamente eleito, Manuel Zelaya.
A jovem hondurenha era filha de um destacado militante do Partido Comunista das Honduras, Pedro Brizuela, que em declarações a meios de informação latino-americanos considerou o assassinato de Claudia um aviso a todos os membros da resistência e pediu a divulgação de mais este crime perpetrado por grupos terroristas alegadamente provenientes da Colômbia e apoiados pelo governo golpista.
A execução de Brizuela prova a existência de um plano de eliminação física e repressão de dirigentes e activistas políticos contrários ao executivo de Porfírio Lobo, justamente quando muitos países centro-americanos, seguindo o exemplo dos EUA, admitem normalizar as relações com as Honduras.
Nos últimos dias, vários militantes da Frente, de várias profissões e condições sociais, mas tendo em comum um elevado grau de envolvimento nas estruturas da resistência, sobretudo no movimento sindical - Reina Centeno, Guillermo Amador, Hermes Reyes, Porfirio Ponce, Edgar Martínez, Carol Rivera, Meliza Rivera, Johan Martínez, Manuel de Jesús Murillo, Ricardo Antonio Rodríguez – foram ameaçados, detidos e interrogados, raptados e torturados.


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