A besta de guerra…
O militarismo e a guerra são apanágio do imperialismo, a paz é a luta dos povos
Tendo como objectivo o «desenvolvimento» de um «novo» conceito estratégico até ao final de 2010, a NATO concluiu, no final de Fevereiro, a dita fase de «reflexão», iniciando a fase de «consulta» de cada um dos seus membros. Relativamente a Portugal, está anunciada a deslocação, em meados de Março, de elementos do grupo que está encarregue de apresentar uma proposta para o conceito estratégico desta organização político-militar de carácter agressivo, que agora se pretende com intervenção de âmbito global.
A este propósito é (in)digna de registo a intervenção do Secretário-geral da NATO proferida na recente «Conferência de Segurança de Munique», onde explanou o que se ambiciona para o futuro da NATO.
Após ter, de uma penada, mandado às urtigas princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional – como a solução pacífica dos conflitos internacionais ou a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados – ao postular que a «defesa territorial» dos países membros da NATO se inicia «fora das (suas) fronteiras», o Secretário-geral da NATO enumera o que considera serem as novas «ameaças», formuladas à «medida do freguês», isto é, de forma a possibilitar a instrumentalização e a militarização de praticamente todas as esferas das relações internacionais (de que é exemplo a ajuda humanitária ou ao desenvolvimento, recorde-se o Haiti), a ingerência, a desestabilização e o intervencionismo militar, obviamente, em função dos interesses imperialistas dos EUA e das potências da União Europeia.
Nas intenções expostas pelo Secretário-geral da NATO, esta organização transformar-se-ia no «fórum de consulta ao nível mundial sobre questões de segurança». A NATO seria a instituição para a «segurança» de um proclamado «sistema internacional», que integraria outros «actores» como a ONU, a UE, o FMI, o Banco Mundial ou as Organizações Não Governamentais (ONG), cada um «nas suas respectivas posições» (política, económica, militar,…), mas cooperando entre si «para um mesmo fim» (aliás, apresenta-se a agressão ao Afeganistão como precursora desta «nova forma de fazer»). E, utilizando o «canto de sereia» para procurar esconder o «abraço do urso», a NATO estende maliciosamente o convite à China e à Rússia – não falasse mais alto a gritante realidade e a verdade crua dos factos...
Isto é, a NATO assumiria o mundo como seu campo de actuação, diversificaria as suas missões e interviria sem limites a pretexto de todas as questões, instrumentalizando a ONU para branquear e facilitar a sua acção belicista (recorde-se a controversa e perigosa declaração comum assinada entre a NATO e o actual Secretário-geral da ONU, relativa à sua cooperação mútua).
Moral da história, a voragem capitalista, o imperialismo, com todo o seu cortejo de atrocidades, opressão e exploração, confronta-se (sempre) com as mais legítimas e elementares aspirações e necessidades da Humanidade, pois representa, tão só, a sua brutal negação para milhões e milhões de seres humanos. Por mais silenciada e desvirtuada que seja, a verdade é que os povos (sempre) resistem e lutam pela sua libertação. Só assim se poderão entender os repetidos esforços do imperialismo para impor a sua dominação e tutela colonial, através de todas as formas, incluindo a utilização da máquina de agressão que é a NATO. Isto é, o militarismo e a guerra são apanágio do imperialismo, a paz é a luta dos povos.
A este propósito é (in)digna de registo a intervenção do Secretário-geral da NATO proferida na recente «Conferência de Segurança de Munique», onde explanou o que se ambiciona para o futuro da NATO.
Após ter, de uma penada, mandado às urtigas princípios fundamentais da Carta da ONU e do direito internacional – como a solução pacífica dos conflitos internacionais ou a não ingerência nos assuntos internos dos outros Estados – ao postular que a «defesa territorial» dos países membros da NATO se inicia «fora das (suas) fronteiras», o Secretário-geral da NATO enumera o que considera serem as novas «ameaças», formuladas à «medida do freguês», isto é, de forma a possibilitar a instrumentalização e a militarização de praticamente todas as esferas das relações internacionais (de que é exemplo a ajuda humanitária ou ao desenvolvimento, recorde-se o Haiti), a ingerência, a desestabilização e o intervencionismo militar, obviamente, em função dos interesses imperialistas dos EUA e das potências da União Europeia.
Nas intenções expostas pelo Secretário-geral da NATO, esta organização transformar-se-ia no «fórum de consulta ao nível mundial sobre questões de segurança». A NATO seria a instituição para a «segurança» de um proclamado «sistema internacional», que integraria outros «actores» como a ONU, a UE, o FMI, o Banco Mundial ou as Organizações Não Governamentais (ONG), cada um «nas suas respectivas posições» (política, económica, militar,…), mas cooperando entre si «para um mesmo fim» (aliás, apresenta-se a agressão ao Afeganistão como precursora desta «nova forma de fazer»). E, utilizando o «canto de sereia» para procurar esconder o «abraço do urso», a NATO estende maliciosamente o convite à China e à Rússia – não falasse mais alto a gritante realidade e a verdade crua dos factos...
Isto é, a NATO assumiria o mundo como seu campo de actuação, diversificaria as suas missões e interviria sem limites a pretexto de todas as questões, instrumentalizando a ONU para branquear e facilitar a sua acção belicista (recorde-se a controversa e perigosa declaração comum assinada entre a NATO e o actual Secretário-geral da ONU, relativa à sua cooperação mútua).
Moral da história, a voragem capitalista, o imperialismo, com todo o seu cortejo de atrocidades, opressão e exploração, confronta-se (sempre) com as mais legítimas e elementares aspirações e necessidades da Humanidade, pois representa, tão só, a sua brutal negação para milhões e milhões de seres humanos. Por mais silenciada e desvirtuada que seja, a verdade é que os povos (sempre) resistem e lutam pela sua libertação. Só assim se poderão entender os repetidos esforços do imperialismo para impor a sua dominação e tutela colonial, através de todas as formas, incluindo a utilização da máquina de agressão que é a NATO. Isto é, o militarismo e a guerra são apanágio do imperialismo, a paz é a luta dos povos.