Ianukovich vence presidenciais
O candidato do Partido das Regiões, Viktor Yanukovich, venceu a actual primeira-ministra, Yulia Timoshenko, na segunda volta das presidenciais ucranianas. Contados cerca de 94 por cento dos votos, o opositor aos partidários da revolução laranja obtinha 48,41 por cento dos boletins contra os 45,95 logrados por Timoshenko, informou a Comissão Eleitoral Central. A taxa de participação foi de cerca de 69 por cento, superando a registada na primeira volta, cerca de 66 por cento, acrescentou o organismo.
A escassa diferença entre os dois candidatos está a ser aproveitada pelos partidários de Timoshenko para contestarem a vitória de Yanukovich. Mesmo antes da divulgação dos resultados preliminares e reagindo às sondagens, o chefe de campanha da primeira-ministra, Alexandre Turtchinov, disse que era ainda cedo para falar em vencedores porque «não foi possível impedir falsificações em massa» e, por isso, continuou, «é preciso receber as provas das violações da lei eleitoral». As palavras de Turtchinov contrastam até com as dos mais de três mil observadores estrangeiros, para quem o acto foi limpo.
À medida que os resultados oficiais foram confirmando a vitória do candidato do Partido das Regiões, Turchinov foi endurecendo o discurso, falando nas «eleições mais sujas [desde 1991]» e aludindo a alegadas irregularidades na região de Donetsk, onde Yanukovich tem uma sólida base social de apoio e na qual se registou a mais elevada afluência às urnas, de acordo com a Comissão Eleitoral.
A campanha dos partidários da revolução laranja continuou com as primeiras manchetes dos jornais. Segundo a Lusa, os diários referem-se a um país dividido, uma vitória não convincente de Ianukovich e, até, à contingência dos ucranianos terem de escolher entre uma mulher e um cadastrado.
A verdade é que os ucranianos parecem já não acreditar na «Ucrânia nova, maravilhosa e europeia, onde as pessoas irão viver felizes» propagandeada por Timochenko no dia da votação. O que entendia por «Ucrânia nova» explicou a então candidata quando, no Fórum de Davos, prometeu nomear Serguei Tiguipko primeiro-ministro e entregar-lhe, assim, a presidência do país caso saísse vencedora.
Tiguipko é banqueiro e foi um dos candidatos derrotados na primeira volta, desfecho ao qual não terá sido alheio o facto de ter sido responsável, até 2004, pelo Banco Central do país, posteriormente «salvo» da bancarrota pelo FMI e com milhares de trabalhadores lançados na miséria.
A escassa diferença entre os dois candidatos está a ser aproveitada pelos partidários de Timoshenko para contestarem a vitória de Yanukovich. Mesmo antes da divulgação dos resultados preliminares e reagindo às sondagens, o chefe de campanha da primeira-ministra, Alexandre Turtchinov, disse que era ainda cedo para falar em vencedores porque «não foi possível impedir falsificações em massa» e, por isso, continuou, «é preciso receber as provas das violações da lei eleitoral». As palavras de Turtchinov contrastam até com as dos mais de três mil observadores estrangeiros, para quem o acto foi limpo.
À medida que os resultados oficiais foram confirmando a vitória do candidato do Partido das Regiões, Turchinov foi endurecendo o discurso, falando nas «eleições mais sujas [desde 1991]» e aludindo a alegadas irregularidades na região de Donetsk, onde Yanukovich tem uma sólida base social de apoio e na qual se registou a mais elevada afluência às urnas, de acordo com a Comissão Eleitoral.
A campanha dos partidários da revolução laranja continuou com as primeiras manchetes dos jornais. Segundo a Lusa, os diários referem-se a um país dividido, uma vitória não convincente de Ianukovich e, até, à contingência dos ucranianos terem de escolher entre uma mulher e um cadastrado.
A verdade é que os ucranianos parecem já não acreditar na «Ucrânia nova, maravilhosa e europeia, onde as pessoas irão viver felizes» propagandeada por Timochenko no dia da votação. O que entendia por «Ucrânia nova» explicou a então candidata quando, no Fórum de Davos, prometeu nomear Serguei Tiguipko primeiro-ministro e entregar-lhe, assim, a presidência do país caso saísse vencedora.
Tiguipko é banqueiro e foi um dos candidatos derrotados na primeira volta, desfecho ao qual não terá sido alheio o facto de ter sido responsável, até 2004, pelo Banco Central do país, posteriormente «salvo» da bancarrota pelo FMI e com milhares de trabalhadores lançados na miséria.