CDU alerta para falta de investimento
Por ocasião da discussão e aprovação, no dia 27 de Janeiro, do Orçamento, Plano de Actividades Municipais para 2010 e Plano Plurianual de Investimentos 2010/2013 da Câmara de Évora, os eleitos da CDU lamentaram não terem sido remetidos, em tempo oportuno, «todos os documentos necessários para uma análise séria que pudesse levar à apresentação de sugestões coerentes, objectivas e enquadradas nas opções estratégicas definidas».
No entanto, os comunistas deram conta de um aumento do valor total orçamentado na ordem dos seis milhões de euros, «contrariamente ao que é afirmado na introdução das Grandes Opções do Plano», que contém três erros «evidentes», nomeadamente no valor global para o Orçamento (81 milhões), nas despesas correntes (44 milhões) e no capital (37 milhões).
No decurso dos trabalhos, os eleitos do PCP consideraram ainda «extremamente preocupante», entre outros problemas, que o plano do Centro Histórico de Évora continue «a não contemplar intervenções fundamentais», que «os grandes constrangimentos financeiros apontados afectem a área do desporto» e que os valores inscritos no Orçamento «não configurem um investimento compatível com as necessidades sobejamente conhecidas, ao nível do estacionamento, das acessibilidades e da recuperação habitacional». Lamentaram ainda os «cortes» nas verbas destinadas ao cartão social do idoso» e o aumento «de verbas no capítulo da "publicidade e divulgação"».
A CDU considerou, de igual forma, «injustificável» o facto de continuarem por realizar «pequenas obras, em diversas freguesias, algumas inscritas sucessivamente nos orçamentos municipais, há mais de cinco anos» e, em relação às grandes obras, «que a cidade realmente necessita», que estas continuem «a não passar da fase do anúncio, dada a inexistência ou insignificante inscrição orçamental».
Preocupação e indignação
Na sexta-feira, 29 de Janeiro, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, a propósito dos cortes de água no concelho, os eleitos do PCP alertaram para o facto de continuarem a faltar «as análises pedidas à água da barragem». «É com grande preocupação e indignação que a CDU constata que se vive hoje em Évora um clima de interrogação e dúvida relativamente à qualidade actual e futura de fornecimento de água à população», acusaram, sublinhando que as explicações e justificações, que passaram pelo excesso de precipitação, que conduziu ao arrastamento de alumínio, «surgiram de forma atabalhoada e em sucessivas camadas contraditórias». «As enxurradas trazem poluentes, mas é por isso que se tem de proceder ao acautelamento da água captada com destino a consumo humano», acrescentaram.
Os comunistas, que geriram os destinos do concelho até 2001, valorizaram ainda o seu trabalho «de aperfeiçoamento do fornecimento de água à população». «Tínhamos a funcionar um sistema alternativo de captação, o dos poços do Divor, que foi abandonado aquando da entrega da gestão ao sistema empresarial», recordaram, acrescentando: «Implementámos o tratamento com ozono à água e tínhamos já diagnosticado a necessidade de ampliar e reforçar a capacidade técnica da ETAR do Monte Novo».
Por último, os eleitos da CDU criticaram a entrega, por parte do PS, da gestão da água, sob forma de mercadoria, a uma estrutura empresarial, que fez aumentar os preços deste bem essencial.
No entanto, os comunistas deram conta de um aumento do valor total orçamentado na ordem dos seis milhões de euros, «contrariamente ao que é afirmado na introdução das Grandes Opções do Plano», que contém três erros «evidentes», nomeadamente no valor global para o Orçamento (81 milhões), nas despesas correntes (44 milhões) e no capital (37 milhões).
No decurso dos trabalhos, os eleitos do PCP consideraram ainda «extremamente preocupante», entre outros problemas, que o plano do Centro Histórico de Évora continue «a não contemplar intervenções fundamentais», que «os grandes constrangimentos financeiros apontados afectem a área do desporto» e que os valores inscritos no Orçamento «não configurem um investimento compatível com as necessidades sobejamente conhecidas, ao nível do estacionamento, das acessibilidades e da recuperação habitacional». Lamentaram ainda os «cortes» nas verbas destinadas ao cartão social do idoso» e o aumento «de verbas no capítulo da "publicidade e divulgação"».
A CDU considerou, de igual forma, «injustificável» o facto de continuarem por realizar «pequenas obras, em diversas freguesias, algumas inscritas sucessivamente nos orçamentos municipais, há mais de cinco anos» e, em relação às grandes obras, «que a cidade realmente necessita», que estas continuem «a não passar da fase do anúncio, dada a inexistência ou insignificante inscrição orçamental».
Preocupação e indignação
Na sexta-feira, 29 de Janeiro, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, a propósito dos cortes de água no concelho, os eleitos do PCP alertaram para o facto de continuarem a faltar «as análises pedidas à água da barragem». «É com grande preocupação e indignação que a CDU constata que se vive hoje em Évora um clima de interrogação e dúvida relativamente à qualidade actual e futura de fornecimento de água à população», acusaram, sublinhando que as explicações e justificações, que passaram pelo excesso de precipitação, que conduziu ao arrastamento de alumínio, «surgiram de forma atabalhoada e em sucessivas camadas contraditórias». «As enxurradas trazem poluentes, mas é por isso que se tem de proceder ao acautelamento da água captada com destino a consumo humano», acrescentaram.
Os comunistas, que geriram os destinos do concelho até 2001, valorizaram ainda o seu trabalho «de aperfeiçoamento do fornecimento de água à população». «Tínhamos a funcionar um sistema alternativo de captação, o dos poços do Divor, que foi abandonado aquando da entrega da gestão ao sistema empresarial», recordaram, acrescentando: «Implementámos o tratamento com ozono à água e tínhamos já diagnosticado a necessidade de ampliar e reforçar a capacidade técnica da ETAR do Monte Novo».
Por último, os eleitos da CDU criticaram a entrega, por parte do PS, da gestão da água, sob forma de mercadoria, a uma estrutura empresarial, que fez aumentar os preços deste bem essencial.