CNA exige medidas de apoio

Contas do Ministério prejudicam agricultores

Depois de, finalmente, se ter reconhecido que a lavoura está a atravessar uma grave crise, o Ministério da Agricultura, ao mesmo tempo que repete anúncios de (supostos) «milhões», decidiu adoptar algumas medidas «insatisfatórias» para os agricultores.
«A reposição da Ajuda à Electricidade Agrícola a partir do início deste mês de Janeiro – ajuda que é agora o reembolso de 20 por cento sobre o valor da energia consumida na exploração – afinal ficou pela metade do valor da mesma ajuda – um reembolso de 40 por cento – que vigorava até 2005, data em que foi “suspensa” pelo governo anterior», critica a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), explicando que, «mesmo com a ajuda actual», os agricultores «perdem metade do que recebiam».
A CNA recorda ainda que o Ministério da Agricultura «continua sem pagar aos agricultores cerca de 180 milhões de euros de vários tipos de ajudas» e sem «aprovar centenas de projectos de investimento nas explorações no âmbito do ProDer». À confederação e suas associadas, por serviços prestados aos agricultores, o Ministério deve, há já vários meses, 650 mil euros.
Relativamente aos apoios prometidos aos agricultores de Torres Vedras afectados pelos temporais, a CNA não concorda com as «linhas de crédito bonificado», que apenas «interessa à banca» que «acaba por embolsar o essencial do dinheiro público disponibilizado para as bonificações, enquanto os agricultores, feitas todas as contas, ficam com mais uma dívida».


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